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Apesar das denúncias, AGU recorreu contra suspensão da posse de Cristiane Brasil

09/01/2018





A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, na noite desta segunda-feira (8), que entrou com um recurso contra a suspensão da posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. Marcada para esta terça-feira (9), a posse da nova ministra do Trabalho foi suspensa por decisão judicial, em primeira instância. 

A liminar foi concedida pelo juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele decidiu pela suspensão da posse porque, em exame preliminar, viu "flagrante desrespeito" à Constituição quanto à moralidade administrativa.

A decisão judicial veio após a denúncia de que Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. Outras denúncias por problemas trabalhistas têm surgido contra a deputada. Além de suspender a posse, o juiz também fixou multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da liminar. A liminar contra a posse foi solicitada pelo Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Mati). 

Filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB e condenado por corrupção em 2012, Cristiane foi vereadora e secretaria municipal no Rio (gestão Eduardo Paes). Foi eleita deputada federal em 2014 e exerceu a presidência nacional do partido de dezembro daquele ano até maio de 2016. 

A nomeação para o Ministério do Trabalho foi publicada na edição da última quinta-feira (4) do Diário Oficial da União. O cargo estava vago desde 27 de dezembro, quando o também deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) saiu e retornou à Câmara.

 
 

 


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