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Prédio da Sudene fechado para reforma sem projeto e data para começar

Fonte: Ascom Sindsep-PE
02/08/2017





Um dos ícones da arquitetura moderna na capital pernambucana, o prédio da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Engenho do Meio, foi fechado para reforma. O prazo para esvaziamento do edifício expirou no último dia 23, mas até agora o governo Federal não apresentou o projeto, muito menos o orçamento e as datas para início e término das obras. A direção do Sindsep-PE teme que o local seja esquecido ou entregue à iniciativa privada sem retorno efetivo para o Estado.

 

Conhecido pela estética e funcionalidade, o local foi inaugurado em 1974 para abrigar as diretorias da Sudene. Com o fechamento da superintendência, em 2001, ele foi ocupado por outros órgãos públicos como a Justiça do Trabalho, o IBGE, os ministérios da Saúde e Integração, o INSS e a Reitoria do IFPE.  “A situação do prédio da Sudene é precária, principalmente as instalações elétrica e hidráulica. A reforma é necessária. Cuidar do patrimônio público é uma prerrogativa do Estado”, reconhece o diretor do Sindsep-PE, José Felipe Pereira. Por outro lado, existe o risco de o local cair no esquecimento, como já aconteceu com o Edificio JK do INSS, no centro do Recife.

 

INTERESSES OBSCUROS
Na contramão dessa reforma sem previsão de acontecer e de toda a crise financeira que se abate sobre o país, o governo Federal fecha contratos milionários para aluguel de imóveis na Zona Sul do Recife para abrigar órgãos públicos. Além do gasto, a transferência dos órgãos do prédio da Sudene para a Zona Sul também causa transtorno para os servidores. A principal queixa dos trabalhadores é o congestionamento por aquela área.

 

Para José Felipe Pereira são vários interesses em jogo com o fechamento do prédio da Sudene. “É mais uma pá de cal jogada na nossa história. É desfazer um sonho de um nordeste livre da miséria. É a continuação da perversidade que abate sobre o país. É ir na contramão do que pensava Josué de Castro, Celso Furtado e Dom Hélder”, pontua ele.

 

Sebastião Ferreira, também diretor do Sindsep e servidor aposentado da Sudene, participou da inauguração do prédio, no Engenho do Meio, em 1974, e lembra a importância do órgão para a região Nordeste. “A Sudene foi criada para diminuir as desigualdade sociais na Região Nordeste e promover a inclusão social com geração de emprego e renda. Foram mais de dois mil projetos aprovados e mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos gerados. O órgão atuou em várias áreas como infraestrutura, transporte, construção civil e hotelaria. Foi responsável pela criação de polos agroindustriais e industriais, como o Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia”, frisa.

 

Para a coordenadora geral do Sindsep, Graça Oliveira, o fechamento do prédio da Sudene sem data para reforma é mais um descaso dos governos. Ela lembra que a manutenção do patrimônio público é feita com as verbas de custeio,que estão sendo drasticamente reduzidas por Michel Temer. “O prédio lembra parte do sonho de um Nordeste melhor, de uma Sudene desenvolvimentista, de uma região com menos desigualdades. É o trabalho de vários profissionais, de um corpo técnico altamente qualificado ”, pontua a sindicalista.

 


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