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Sem candidato único, centrais terão agenda unitária para as eleições

Fonte: Rede Brasil Atual
05/06/2018





São Paulo – O Fórum das Centrais lança nesta quarta-feira (6), a partir das 10h, a chamada "agenda prioritária da classe trabalhadora", pauta com 22 itens que será apresentada aos candidatos às eleições deste ano. Assinada por CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT, a agenda será divulgada em evento na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo. É um documento com "propostas para o desenvolvimento do Brasil", afirmam as entidades. O texto foi discutido durante meses entre as centrais, sob coordenação do Dieese.

É um documento conjunto, embora os dirigentes das centrais tenham opções eleitorais diferentes neste ano. Em 2010, quando várias entidades fizeram encontro no estádio do Pacaembu, em São Paulo – chamada de nova Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) –, houve convergência em torno do nome de Dilma Rousseff (PT), o que já não se repetiu na eleição seguinte. 

As centrais vão apresentar "propostas de uma agenda socioeconômica de transformação orientada pelo combate a todas as formas de desigualdade e pela promoção do emprego de qualidade, pela liberdade, pela democracia, soberania nacional e justiça social". Entre as medidas emergenciais, estão ações de combate ao desemprego, com retomada de obras de infraestrutura e políticas de apoio aos desempregados. Os sindicalistas também querem a revogação da Lei 13.467, de "reforma" trabalhista.

"Voltamos 20 anos em 2 e o objetivo é apresentar as propostas da classe trabalhadora para a próxima etapa da luta", afirma o presidente da CTB, Adilson Araújo, fazendo referência a slogan de campanha publicitária do governo Temer, que falava em "avanço" em sua gestão. Segundo o sindicalista, o fórum "não aceitará nenhum projeto que não esteja comprometido com um projeto de país que tenha como centro a retomada do crescimento, com geração de emprego, valorização do trabalho e distribuição de renda".

Na semana que vem, os sindicalistas vão levar o documento a líderes partidários e aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Também está prevista a entrega, nos próximos meses, para candidatos à Presidência da República.


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