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Trabalhadores devem ficar em estado de alerta e promover mobilizações

01/02/2018



  • SINDSEP presente no último Dia Nacional de Paralisação, em 2017



Da Ascom Sindsep-PE

Os representantes dos trabalhadores (as) brasileiros não darão descanso aos parlamentares que pretendem votar a reforma da Previdência do governo golpista Michel Temer (MDB). A CUT e as principais centrais sindicais do país (CSB, CTB, Força Sindical, Nova Central, UGT e Intersindical) iniciarão, imediatamente, uma Jornada de Luta contra a Reforma da Previdência. A decisão foi tomada nessa quarta-feira (31/01), durante encontro das centrais em São Paulo. 

A Jornada de Lutas permanecerá enquanto houver o risco da nova proposta de reforma ser colocada para votação na Câmara dos Deputados. Há a previsão de que ela vá para votação no próximo dia 19 de fevereiro. 
Com a palavra de ordem Se botar pra votar, o Brasil vai parar, as centrais orientam suas bases a entrarem em estado de alerta e mobilização nacional imediata, com a realização de assembleias e plenárias regionais e estaduais para organizar greves, paralisações e manifestações, panfletagens em locais de trabalho e bairros com as maiores concentrações de trabalhadores, blitz nos aeroportos, pressão nas bases dos parlamentares e reforçar a pressão no Congresso Nacional. Além disso, orientam a utilização de uma rede de comunicação para divulgar as ações. 

O objetivo é realizar um Dia Nacional de Luta, com greves, paralisações, assembleias e atos públicos contra mais esse retrocesso, no próximo dia 19. “Esse governo está em conchavo com o Congresso Nacional, o sistema financeiro e os grandes meios de comunicação brasileiros para acabar com o sistema público de aposentadorias e obrigar os trabalhadores a pagar aos bancos por aposentadorias privadas. Não iremos permitir isso”,  destacou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira.  

A CUT nacional e as demais centrais também farão audiências com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com outras lideranças políticas e movimentos sociais para retirar a reforma da pauta da Câmara. 
Na próxima segunda-feira (05), a diretoria executiva do Sindsep-PE estará em reunião para debater as ações da entidade, além de outras pautas. Já a  CUT-PE irá realizar uma Plenária na terça (06), às 16h, na sede da entidade. Na ocasião, será definido um calendário de lutas. 

Já está claro que para derrotar o governo golpista, é preciso paralisar os locais de trabalho e fazer atos e manifestações, ocupando ruas e praças. O que está em risco não é só o fim da aposentadoria, mas o aprofundamento do Estado de exceção. Ou seja, o futuro do País. O resultado desta batalha decisiva dependerá do envolvimento de cada trabalhador e trabalhadora. 

Os números consolidados pela CPI da Previdência já comprovaram que a Previdência é superavitária: entre 2000 e 2015, o superávit foi de R$ 821,7 bilhões. Esse número seria ainda maior. Mas nos últimos 15 anos, a Previdência deixou de arrecadar mais de R$ 4,7 trilhões com desvios e sonegações. A CPI constatou que o Brasil perde cerca de R$ 115 bilhões por ano em fraudes e sonegações.

CAMPANHA MENTIROSA

Durante o encontro das centrais sindicais em São Paulo, os representantes dos trabalhadores também repudiaram a campanha mentirosa do governo Michel Temer para aprovar a Reforma da Previdência, que tenta culpar o servidor público por um déficit inexistente. 

“Existem alguns privilegiados no setor público. Mas esse governo não se propõe a combater suas regalias. Enquanto isso, a grande massa dos servidores trabalha muito, recebe pouco, já contribui com a Previdência e está tendo seus direitos atacados. Não vamos ficar de braços cruzados. Estamos conclamando todos para união e luta contra todas essas arbitrariedades”, convocou José Carlos.  
 


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