A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) foi criada em 1959 pelo economista Celso Furtado, que na época era ministro para Assuntos Extraordinários do governo Juscelino Kubistcheck. Sua Função era planejar o desenvolvimento regional, coordenar as ações do Governo Federal na Região e fazer a articulação política entre os governadores dos Estados do Nordeste.
A base para todo o projeto era um documento produzido pelo Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste, GTDN, que tinha como principal autor o próprio Celso Furtado. O texto definia como ponto central para a transformação da realidade nordestina "uma intensificação dos investimentos industriais no Nordeste".O diagnóstico de ações do Estado brasileiro na Região não favorecia a atividade produtiva. Pelo contrário, fortalecia o assistencialismo paternalista e o poder das tradicionais oligarquias nordestinas.
Em 2 de maio de 2001, o Brasil assistiu mais uma arbitrariedade do presidente Fernando Henrique Cardoso, que assinava a Medida Provisória 2145-1, extinguindo a Sudene, sem nenhum debate com a população e com o funcionalismo. Em seu lugar foi criada a Adene, uma Agência meramente burocrática, incapaz de resolver os problemas da região.
Após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 1° de janeiro de 2002, foram iniciadas as negociações para a recriação da Sudene. Está sendo analisado, inicialmente, um novo formato para a instituição. Um projeto de Nova Sudene, comandado pela economista Tânia Bacelar, aguarda votação no Congresso Nacional, desde 2003.
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