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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 03/06/2026
Do GGN
A “jogada combinada” com Marco Rubio, secretário de Estado americano, para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais imediatamente após a passagem de Flávio Bolsonaro pelos Estados Unidos, no fim de maio, pode servir de degrau para a extrema-direita brasileira alcançar uma tentativa de emplacar uma “facada 2.0” e turbinar a candidatura de Flávio durante as eleições de 2026. A avaliação é do doutor em Ciência Política, editor do Observatório de Geopolítica e analista de relações internacionais do GGN, Pedro Costa Jr.
Na rede social X, Carlos Bolsonaro compartilhou o print de um artigo no Substack cujo título afirma que o Comando Vermelho (CV) planejava “mantar Flávio Bolsonaro em Minas Gerais”, e que o plano teria sido identificado pela Polícia Civil. Para Pedro Costa Jr., o clã Bolsonaro abraçou o discurso de atentado político contra seus expoentes como “método”.
“Flávio começou a usar colete a prova de balas e tem ecoado muito esse cântico de atentado. Há um método na extrema-direita. Trump sofreu três atentados nos últimos anos. O mais forte foi aquele tiro que levou perto da orelha. A extrema-direita internacional tem tentáculos e conexões entre si. Essa narrativa de que pode haver um novo atentado, emulando o que aconteceu na campanha do pai [Jair] em 2018, é como se estivéssemos tateando uma facada 2.0”, alertou Pedro Costa Jr.
Só que, desta vez, “pode haver a encenação de atentado e atribuir-se a culpa ao PCC e CV. E a partir daí, ele [Flávio] montar a narrativa de que eles [narcotraficantes] são os ‘amigos do Lula’, e ‘nós estamos fazendo o combate a isso com ajuda do Trump’, e o resultado seria esse: ‘tentaram eliminar o Flávio Bolsonaro’. É um movimento que temos que antecipar. Vão montar a narrativa de que o narcotráfico tenta eliminar aquele que tenta combatê-lo com ajuda do Trump. Isso colar no imaginário social é muito fácil. Desconstruir isso é que é muito difícil”, disparou o analista.
Para o jornalista Luís Nassif, atentados políticos têm servido como “instrumento para alavancar candidaturas”. “É só lembrar do que aconteceu com Bolsonaro. O Brasil todo pensava que se escapasse, ganharia a eleição. Então faz todo sentido essa suspeita”, respondeu a Pedro Costa Jr.
O programa Observatório de Geopolítica debateu a atuação de Flávio Bolsonaro junto ao governo Trump e sua influência nas eleições e em outros assuntos internos do Brasil. Assista abaixo: