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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
(81) 3131.6350 - sindsep@sindsep-pe.com.br
Publicado: 28/05/2026
Do GGN
Por Luis Nassif
Se o governo Lula pretende preparar as ‘entregas’ do próximo mandato, a receita é objetiva: organizar, ainda neste ciclo, os grupos de trabalho que vão mapear, projetar e executar as cadeias produtivas dos novos setores estratégicos da economia brasileira — com ênfase nas terras raras, nos datacenters e inteligência artificial, e na bioeconomia da Amazônia.
Todos os elementos estão à mão. Basta organizá-los em grupos de trabalho, com determinações objetivas e sob o comando do próprio Presidente da República.
Os grupos de trabalho devem reunir os principais atores institucionais capazes de traduzir visão estratégica em capacidade produtiva real. A arquitetura proposta articula quatro conjuntos de atores:
1.1 Associações Setoriais da Indústria de Base
1.2 Centros de Inteligência Estratégica do Governo
1.3 Grupos de Apoio às Pequenas e Médias Empresas
1.4 Ministérios Estratégicos
Participação dos principais ministérios ligados à economia, ciência e tecnologia, desenvolvimento social e meio ambiente — com coordenação transversal por especialistas em política industrial, análise setorial e tecnologia.
Eixos Temáticos dos Grupos de Trabalho
Cada grupo de trabalho será organizado em torno de metas específicas, correspondentes aos novos vetores de desenvolvimento:
Mapeamento completo da cadeia, da extração ao processamento e à manufatura de insumos estratégicos, com identificação de parceiros internacionais e empresas nacionais aptas a operar em cada elo.
Eixo 2 — Datacenters, Energia Verde e IAs Nacionais
Eixo 3 — Bioeconomia da Amazônia
Estruturação de cadeias produtivas sustentáveis baseadas na biodiversidade amazônica, com ênfase em produtos de alto valor agregado, carbono, biotecnologia e mercados internacionais.
Cada grupo de trabalho deverá produzir, ao final de seu ciclo, um conjunto definido de entregas concretas e mensuráveis. São oito dimensões de trabalho:
Nota de Método
O êxito do programa depende de que os grupos de trabalho não sejam consultivos — mas executivos. A diferença está na clareza das metas, na autoridade de coordenação e no compromisso de que cada eixo produz, no prazo definido, um plano setorial aprovado pelo governo e com dotação orçamentária correspondente. O modelo histórico mais próximo são os Grupos Executivos do governo JK: estruturas ágeis, centradas em metas, com capacidade de transitar entre governo, setor privado e academia.
A simples montagem dos grupos e o início dos trabalhos ajudará no início da construção de uma perspectiva de futuro, capaz de trazer de volta o otimismo em relação ao país.