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Bolsonaro erra e gera caos econômico como não se via há décadas no Brasil

04/03/2021




Não resguarda as vidas da população brasileira e nem a economia do país. O governo Jair Bolsonaro não serve nem para uma coisa, nem para outra. Além de promover uma política genocida, ao ser contrário a todas as medidas de segurança contra a Covid-19, inclusive a vacinação, Jair Bolsonaro está deixando a economia do Brasil em frangalhos. E uma coisa está ligada diretamente a outra. 

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil, em 2020, registrou um tombo de 4,1%. Trata-se da maior retração desde 1990, quando o indicador recuou 4,35%, no governo do ex-presidente Fernando Collor. Mais uma vez, a comparação entre Collor e Bolsonaro é inevitável. 

O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o terceiro pior resultado já registrado desde 1900, data a que remontam as estimativas mais antigas disponíveis para o país, feitas pela Fundação Getúlio Vargas e o Ipea.  

“Desde que Bolsonaro assumiu, a economia brasileira vem em uma piora crescente com aumento do desemprego e recessão. Com a chegada da pandemia e a falta de capacidade deste governo para lidar com a situação, o Brasil está à beira do caos econômico e sanitário. Nos outros países do mundo, a população está sendo vacinada rapidamente e a economia deles voltará a crescer em breve. No nosso caso, com essa vacinação a conta gotas, a população está morrendo e a economia demorará muito mais para se recuperar”, comentou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira.  

O Brasil vai mal em tudo

A taxa de desemprego no Brasil foi de 14,1% no trimestre de setembro a novembro de 2020 e atingiu 14 milhões de pessoas. E a situação só tem piorado. Já o dólar passou dos cinco reais, chegando ao patamar de R$ 5.77 nessa quarta-feira (04). 

A inflação também voltou a assombrar os brasileiros com os preços dos alimentos e combustíveis chegando a níveis estratosféricos. A gasolina vem aumentando descontroladamente. Mesmo depois da troca do presidente da Petrobras, a gasolina e o gás de cozinha voltaram a sofrer reajuste neste início do mês de março. É o 5º reajuste consecutivo o que fez com que a gasolina tivesse um aumento de 41% e o diesel 34,1%, nos últimos 12 meses. Nas bombas dos postos, o preço médio da gasolina já atingiu os R$ 5,60 em todo o país.   

“Está tudo aumentando absurdamente. O povo brasileiro não pode mais comer carne. Daqui a pouco, não poderá mais fazer nem feira. Temos que tirar este homem da presidência o mais rápido possível”, comentou José Carlos.   
O Brasil também caiu três posições e se tornou a 12ª maior economia global, pior lugar desde 2004. 

Antes do golpe

O Brasil chegou a ser a 6º economia mundial, em 2011, desbancando a Grã-Bretanha. Aquele foi o primeiro ano do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Durante o governo Lula, o país chegou a crescer 7,5% em 2010. Levando em conta os 13 anos de governo Lula e Dilma, a média de expansão do PIB foi de 2,9%. 

Em 2014, último ano do primeiro mandato de Dilma, o Brasil registrou desemprego de apenas 4,8% e um recorde de US$ 380 bilhões de reservas internacionais. Os orçamentos da saúde e da educação estavam crescendo em termos reais: mais de 13 milhões de famílias recebiam o Bolsa Família, 18 mil profissionais do Mais Médicos atuavam por todo o Brasil, a taxa de investimento oscilava em torno de 20%. 

Além disso, havia uma agenda de desenvolvimento para o Brasil. Uma agenda que o golpe queria e conseguiu interromper para implantar a sua pauta ultraliberal, regressiva e excludente que está sendo levada a cabo de forma bem agressiva  pelo governo Bolsonaro. 
 

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