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Bolsonaro não consegue fazer nada pelo Brasil porque não quer

Fonte: Ascom Sindsep-PE
06/01/2021



 

O ano novo começa tenso para os brasileiros e brasileiras. Ao ser cobrado pelo caos em que se encontra o país, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está quebrado e que não consegue "fazer nada"! Mas, na verdade, este governo não socorre a população brasileira porque não quer. Depois de reduzir o Auxílio Emergencial criado pelo Congresso Nacional de R$ 600,00 para R$ 300,00, em setembro de 2020, o presidente afirmou, por diversas vezes, que irá cancelar a ajuda a partir deste mês de janeiro de 2021, momento em que a pandemia do novo coronavírus aumenta no país, gerando ainda mais crise econômica e social.  

Segundo o último boletim Dataprev, 68,2 milhões de pessoas receberam o auxílio emergencial ao longo do programa, beneficiando em um efeito cascata mais de 120 milhões de brasileiros e brasileiras.

Economistas, parlamentares e estudos preveem que o fim do auxílio emergencial, pode levar o Brasil a viver a maior calamidade social da sua história. Quase 70 milhões de pessoas podem ficar sem receber nenhuma renda ou ter a renda reduzida, o que poderá impactar negativamente a metade da população brasileira de forma acelerada, levando o país a viver uma tragédia. 

Dois pesos e duas medidas

E o que Bolsonaro faz? Mente. Afirma que o país está quebrado e responsabiliza a imprensa por isso, ao invés de assumir a sua incompetência. Depois mente novamente ao dizer que não pode fazer nada! 

No entanto, foi o governo Bolsonaro que promoveu o reajuste de até 73% na bonificação salarial dos militares das Forças Armadas, em 2020, o que custará R$ 26,54 bilhões ao Brasil em cinco anos. O gasto anual com o pagamento dessa bonificação crescerá ano a ano, e em 2024 estará em R$ 8,14 bilhões. Importante destacar que, ao contrário do que aconteceu com os servidores civis, que tiveram seus salários congelados até dezembro de 2021, os militares têm seus reajustes garantidos. Um outro adicional criado por Bolsonaro, o de disponibilidade militar, tem impacto previsto de R$ 2,7 bilhões por ano. Esse penduricalho engorda o salário dos militares em até 41%. A ajuda de custo na passagem para a reserva também dobrou. 

Por outro lado, o governo também lançou um pacote de ajuda aos bancos no valor de R$ 1,2 trilhão. O volume é quase 10 vezes maior do que o movimentado na crise de 2008.

Trabalhadores formais também serão abandonados?

Enquanto isso, quase 12 milhões de trabalhadores da iniciativa privada foram atingidos durante a pandemia com a tesourada nos salários e suspensão de contratos. Mas o pior ainda pode estar por vir. Criado em abril de 2020, por causa da pandemia, para tentar assegurar 10 milhões de empregos no Brasil, o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEn) de redução de jornada e salários e suspensão de contratos de trabalho terminou em 31 de dezembro. E o governo não o substituiu por nenhum programa, abandonando os empresários e trabalhadores, o que deverá levar milhões de pessoas ao desemprego em curto prazo. 

Importante lembrarmos que Bolsonaro, no início da crise, queria deixar que as empresas demitissem os trabalhadores sem nenhum custo para elas. O programa de preservação do emprego só foi criado após pressão do Congresso Nacional e da opinião pública. Acredita-se que a ideia de Bolsonaro é a de promover o caos no Brasil para que a população se revolte, vá às ruas, e ele consiga promover um golpe militar com a ajuda de seus protegidos. 

Pressão

Apesar das afirmativas do Governo de que irá cancelar o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial, a pressão dos movimentos sociais, imprensa e políticos de esquerda continua. Depois de receber uma enxurrada de críticas, Bolsonaro resolveu convocar o seu ministro da Economia, Paulo Guedes, às pressas nesta quarta (06), no Palácio do Planalto.

“Apesar do período de recesso, no Congresso, o movimento sindical e outros movimentos sociais estão em articulação direta com os parlamentares. O diálogo é permanente também com os meios de comunicação. Da mesma forma que aconteceu quando mostramos a necessidade da criação de um auxílio emergencial. Este governo não pode abandonar a população à fome e o Brasil ao caos econômico”, comentou o secretário geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira. 
 

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