SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Bolsonaro pode ser afastado e parte para o enfrentamento

11/05/2020



 

Do Sindsep-PE

Esta semana tem início com uma forte expectativa por parte dos brasileiros. É que o presidente Jair Bolsonaro pode ser denunciado por corrupção passiva e outros crimes. Ao todo, três ministros, seis delegados e uma deputada federal devem prestar depoimentos no inquérito que investiga a veracidade das acusações do ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. 

A investigação pode determinar o afastamento de Bolsonaro da Presidência caso ele seja denunciado pela Procuradoria-Geral da República por tentar interferir na autonomia da Polícia Federal. Se Bolsonaro for denunciado pela PGR e, se a Câmara aprovar o prosseguimento das investigações, Bolsonaro será afastado do cargo automaticamente por 180 dias. 

Enquanto isso, com receio do que pode vir pela frente, Bolsonaro incentiva as mobilizações antidemocráticas que estão acontecendo, em Brasília, contra o Congresso nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Há denúncias, inclusive, que as manifestações realizadas na Praça dos Três Poderes e as carreatas e acampamentos na Esplanada dos Ministérios têm envolvimento de parlamentares, ministro, militares reformados e grupos de ativistas criados para defender Bolsonaro. 

“Esse homem não tem nenhuma condição de governar o Brasil. Enquanto o mundo todo está preocupado em conter os avanços do novo coronavírus e a vida das pessoas, ele demostra total desprezo pelo tema. Já tivemos grandes crises e guerras mundias em todo o mundo. Depois que elas passaram, a economia voltou a funcionar e se recuperou. Mas as pessoas que foram mortas jamais foram recuperadas”, comentou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

No último domingo, Bolsonaro demonstrou que continuará com seu projeto para sabotar as políticas de prevenção e controle do coronavírus que estão sendo implementadas pelos governos estaduais e aumentar a circulação de pessoas. O presidente afirmou que vai incluir novas categorias nos serviços essenciais que podem continuar funcionando em meio à pandemia do novo coronavírus. 

"Amanhã devo botar mais algumas profissões como essenciais aí. Eu abri. Já que eles (governadores e prefeitos) não querem abrir, a gente vai abrindo aí ", afirmou Bolsonaro. A declaração, dada a apoiadores, na porta do Palácio da Alvorada, foi feita no momento em que o Brasil superou a marca de 11 mil mortos por causa da pandemia do coronavírus. 

Milícia bolsonarista?  

Parece que os bolsonaristas estão articulando uma milícia própria para defender o presidente e atacar os que são contrários a suas atitudes  

Um dos movimentos de apoio aos atos, em Brasília, foi o acampamento "Os 300 do Brasil", montado no Eixo Monumental (Foto). Antes de ser desmobilizado, o grupo teve entre os organizadores o assessor parlamentar Evandro de Araújo Paula, do gabinete da deputada federal Bias Kicis (PSL-DF). A própria deputada fez um discurso no acampamento. 

Liderado pela militante Sara Winter, que já trabalhou no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, o movimento pede adesão de pessoas que estejam dispostas a passar por um treinamento com especialistas em revolução não-violenta e desobediência civil, técnicas de estratégia, inteligência e investigação e instrução sobre táticas de guerra de informação. Eles já conseguiram arrecadar mais de 67 mil reais em uma vaquinha e falam abertamente em exterminar quem não concorda com suas ideias nefastas. 

Os interessados estão sendo encaminhados ao que o grupo chama de QG Secreto. Segundo denúncias surgidas na grande imprensa , o QG está localizado  em uma chácara no entorno de Brasília. 

“É um grupo secreto formado por pessoas que propagam o ódio e com recursos a disposição. Não sabemos do que são capazes. O fato é que há um estimulo a formação de uma milícia paralela à polícia e às Forças Armadas. Importante lembrarmos que foi uma milícia que ajudou a direita a tomar o poder na Bolívia. Eles precisam ser investigados”, destacou José Carlos de Oliveira.
 

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