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Brasil clama por vacinação contra a Covid-19 na Semana da Saúde

Fonte: Ascom Sindsep-PE
07/04/2021



 

O Dia Mundial da Saúde foi lembrado nessa quarta-feira (7) com mobilizações em todo o Brasil por mais investimentos na área da saúde. Os atos, promovidos pela CUT e frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, reivindicaram um plano nacional de vacinação contra a Covid-19, a quebra de patentes das vacinas contra a doença e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, considerado como o maior empecilho para que o Brasil consiga superar a pandemia do novo coronavírus e cessar as milhares de mortes diárias. O país já conta com 340 mil mortes provocadas pela Covid-19.

A CUT também realizou uma live, às 19h, para debater o atual cenário brasileiro. Entre os convidados, o senador, médico e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), o médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz, Claudio Maierovitch, e Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Pela CUT participaram a secretária de Saúde do Trabalhador da Central, Madalena Silva, e Antonio Lisboa, secretário de Relações Internacionais.

No Recife, a CUT Pernambuco, as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e a Campanha Fora Bolsonaro se uniram em um ato simbólico em frente a Praça Oswaldo Cruz com a fixação de cartazes, faixas e cruzes em memória dos mortos pela covid-19. Pernambuco já conta com mais de 12 mil mortes provocadas pela Covid.

Os atos em referência ao Dia Mundial da Saúde irão ocorrer durante toda a semana. Nesta sexta-feira (09), das 9h às 12h, o secretário-geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira, irá participar da Live do Conselho Estadual da Saúde de Pernambuco (CES/PE), com o tema: O Conselho social na luta pela vacinação e em defesa do Programa Nacional de Imunização. Felipe também integra o CES/PE.

Mais de 600 mil mortes 

Além de um amplo programa de vacinação, vários especialistas brasileiros e de diversos outros países do mundo defendem um lockdown nacional por várias semanas no Brasil. De acordo com projeção feita pela Universidade de Washington, dos Estados Unidos, só neste mês de abril o Brasil pode registrar 100 mil vidas perdidas para a Covid-19 se nada for feito. Sem um amplo lockdown nacional, até 1° de julho, o país pode chegar à marca de quase 600 mil óbitos.

Governo promove cortes 

Mas apesar da gravidade da crise sanitária e social, o governo federal deixou de gastar R$ 80,7 bilhões do orçamento destinado a conter os efeitos da pandemia em 2020. Esse dado é do levantamento feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos: “Um país sufocado – Balanço do Orçamento Geral da União 2020”.

Segundo o estudo, mais da metade do orçamento para o enfrentamento à pandemia (53,2%) foi destinado ao Auxílio Emergencial em 2020, programa que forneceu cinco parcelas de R$ 600 a 66,2 milhões de brasileiros. O estudo lembra que apesar do agravamento da crise, o benefício foi cortado pela metade e, posteriormente, suspenso – deixando um saldo de R$ 28,9 bilhões nos cofres públicos. Estimativa da Fundação Getúlio Vargas mostra que, devido à suspensão do benefício, de agosto de 2020 até janeiro de 2021, 18 milhões de pessoas passaram a viver em situação de extrema pobreza.

A lentidão na compra de vacinas foi outro fator a gerar o caos na saúde brasileira. Apenas em dezembro de 2020, depois de ser pressionado pela população, o governo emitiu medida provisória reservando R$ 20 bilhões para aquisição dos imunizantes em 2021.

Para além da pandemia, os investimentos com a Saúde caíram 6% em 2020, em comparação com 2019. Mesmo levando em consideração os gastos para combater a Covid-19. Foram R$ 7 bilhões a menos para um setor que sofre uma histórica insuficiência de recursos.

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