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Brasil entra em recessão e não haverá melhora com Bolsonaro no poder

03/12/2021



 

Graças a incompetência do governo Bolsonaro, o Brasil pode ser considerado, oficialmente, como um país em recessão. Isso acontece quando o Produto Interno Bruto (PIB) – todas as riquezas produzidas no país – apresenta-se negativo por dois trimestres seguidos. E quando o país fica estagnado com a sua economia parada, o desemprego aumenta e a sua população passa a sofrer grandes privações. No caso do Brasil, ainda temos o retorno da inflação a percentuais não vistos por aqui há décadas. A alta dos preços acumula 10,7% em 12 meses. E a inflação atinge com mais dureza o estômago dos brasileiros pobres do que o bolso dos ricos. Muita gente está passando fome nas ruas deste país. 

No segundo trimestre de 2021, o Brasil apresentou queda de 0,4% do PIB. Agora, no terceiro trimestre, registrou variação negativa de 0,1%. O consenso dos economistas é de que não há perspectiva de melhora no quarto trimestre do ano, quando é esperado novo resultado próximo de zero para o PIB. Comparado a outros 33 países, o PIB do Brasil ficou abaixo do índice registrado em 25 locais. Entre eles: China, Colômbia, Chile, Peru, Espanha, Cingapura, Indonésia, entre outros. 

Onde tudo começou

A pandemia do novo coronavírus promoveu a retração de toda a economia mundial. Mas o fracasso econômico e o crescimento da taxa de desemprego que atinge o Brasil começou lá atrás. Em 2014, o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) teve a menor taxa de desemprego na história do país, com 4,8%. Em maio de 2016, já com a crise política e econômica impulsionada pela atuação da operação Lava Jato e pelo início do golpe que tirou Dilma da Presidência, o desemprego chegou a 11,2%. Depois disso, a situação só piorou. Em estudo, o Dieese constatou que a Lava Jato foi responsável pelo Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos e 4,4 milhões de empregos. 

O resultado do fracasso está ligado à política econômica liberal de corte de investimentos adotada no Brasil desde o golpe contra Dilma Rousseff. O ex-presidente golpista, Michel Temer, aprovou a Lei do Teto dos Gastos que congelou os investimentos públicos no Brasil por 20 anos. E o governo Bolsonaro promoveu ainda mais cortes, impactando em todas as políticas públicas brasileiras. 

“Sem uma política econômica que reaqueça o país e gere emprego e renda, sem investimentos em infraestrutura e com o desmonte das políticas públicas, o Brasil não voltará a crescer. E com Bolsonaro no poder, isso jamais irá acontecer. Por isso, precisamos tirar este homem da Presidência”, destacou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

Hoje, são cerca de 20 milhões de pessoas sem ter o que comer direito em todas as regiões do país. Mais da metade da população brasileira — 116 milhões — vive com algum grau de insegurança alimentar. Os brasileiros e brasileiras estão sem emprego, renda e sem o direito de ter uma alimentação segura e regular. Tem gente pedindo para ser internada nas UPAS e hospitais públicos para poder se alimentar. E, recentemente, o presidente Bolsonaro acabou com o Bolsa Família. 

“Um programa de 18 anos, conhecido como um dos melhores programas sociais e de distribuição de renda do mundo, foi trocado por um auxílio eleitoral de apenas um ano que Bolsonaro chama de Auxílio Brasil. Isso é um absurdo. É condenar milhões de pessoas que estão passando fome à morte. Não é à toa que o chamamos de genocida”, comentou o secretário-geral do Sindsep, José Felipe Pereira.  

PEC-32

É neste momento de caos econômico que o governo Bolsonaro quer promover o desmonte dos serviços públicos e entregar tudo para os empresários brasileiros obterem lucro em cima da população. Quem tiver recursos para pagar pelos serviços, estará coberto. Mas a grande maioria da população ficará desassistida.  
 

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