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Campanha #ForaBolsonaro será lançada na sexta (10) com pedido de impeachment

Fonte: Ascom Sindsep-PE
06/07/2020




Um numeroso conjunto de organizações da sociedade civil, dos movimentos populares e do movimento sindical, incluindo a CUT e demais centrais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e partidos de oposição, irá promover o Dia Nacional de Mobilização para lançamento da campanha #ForaBolsonaro, na próxima sexta-feira (10/07). A campanha contra o atual presidente contará ainda com uma Plenária Nacional, no dia 11, e um pedido popular de impeachment que será entregue ao Congresso Nacional, na semana de 13 a 17 de julho.

Os integrantes do movimento chegaram a conclusão de que não há como mudar os rumos do Brasil, com políticas que promovam o desenvolvimento, gerando empregos e renda e justiça social, com Jair Bolsonaro ocupando a Presidência da República. 

“Nós estamos passando pela maior crise econômica que esse país já enfrentou. A situação já era péssima, por causa da política de desinvestimento deste governo, e se agravou ainda mais com a chegada da pandemia do novo coronavírus, que está sendo enfrentada da pior forma. Caso o Brasil não conte com uma gestão responsável, que volte a investir no Estado como os demais países do mundo estão fazendo, iremos a bancarrota de vez. Por outro lado, Bolsonaro já cometeu diversos crimes de responsabilidade na Presidência da República. Por isso, o impeachment dele é urgente”, destacou o diretor de Imprensa do Sindsep-PE, Fernando Lima.  

Ao contrário do que pede o bom senso em um momento de crise, ao invés de anunciar mais investimentos no setor público e em políticas sociais o governo vem a público insistir em privatizações. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo vai promover quatro grandes privatizações nos próximos 90 dias. Guedes não revelou, no entanto, quais empresas serão vendidas, mas citou como exemplo as subsidiárias da Caixa Econômica Federal (CEF). 

Segundo o presidente da CUT, Sérgio Nobre, a campanha #ForaBolsonaro tem como objetivo debater, junto a sociedade, as crises econômica e sanitária, a atuação ou falta de atuação do governo Bolsonaro e o fato concreto de que uma mudança só será possível com outro governo. “Um governo eficiente, que enxergue o povo trabalhador e tenha um projeto de país, uma política econômica de desenvolvimento sustentável”, comentou.

Ações na rede, nas ruas e panelaço

O Dia Nacional de Mobilização ‘Fora, Bolsonaro’, primeiro ato da campanha, terá ações nas redes sociais, ações de rua simbólicas e um panelaço. Como a CUT defende o isolamento social para combater a Covid-19, a orientação da direção nacional para as entidades filiadas é de que sejam realizadas ações simbólicas nas principais cidades do Brasil com poucas pessoas, como a instalação de cruzes brancas em locais de grande circulação de pessoas ou em pontos turísticos dessas cidades, respeitando sempre os cuidados sanitários e de distanciamento social.

Também será incentivado o uso de roupas pretas neste dia. As pessoas podem ainda colocar faixas pretas nas janelas para simbolizar o luto pelas mais de 60 mil mortes nesta pandemia.

Bolsonaro não fez nada para aliviar os impactos da pandemia na vida dos brasileiros e das brasileiras mais vulneráveis e o auxílio emergencial só foi possível devido a luta da oposição e da classe trabalhadora. Ele era contra o auxílio de R$ 600 aos mais vulneráveis, que só foi aprovado  após pressão da CUT, demais centrais e parlamentares da bancada da oposição. 

Por outro lado, o presidente estimulou o contato entre os brasileiros ao criticar, por diversas vezes, a necessidade de quarentena e participar, ele próprio, de mobilizações de rua a seu favor e contra a democracia. No dia 3 de julho, o presidente vetou trecho da lei aprovada pelo Congresso Nacional, que obrigava o uso de máscaras, principal equipamento de proteção individual contra o coronavírus, em estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos e locais de ensino. Nessa segunda, ele ampliou o veto para os presídios. 

Médicos infectologistas e sanitaristas estão alertando a população que, se nada for feito, até outubro o país chegará ao número recorde de 300 mil mortes pela doença isso sem falar nas possibilidades de colapsos no sistema de saúde do país.

Pedido de Impeachment

A formalização da adesão ao pedido de impeachment de Jair Bolsonaro deverá ser feita através do preenchimento do formulário eletrônico AQUI, até o dia 10 de julho.  Qualquer dúvida poderão ser esclarecidas pelo e-mail [email protected]
 

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