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Centrais sindicais promovem hoje Dia Nacional de Luta por Empregos e Direitos

28/01/2015



A classe trabalhadora mais uma vez está sendo punida. No final de dezembro passado, o governo editou duas medidas provisórias, a 664 e 665, promovendo alterações no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e na Previdência. Para a CUT CTB, UGT, Força Sindical e Nova Central, a decisão foi unilateral, arbitrária e representa perdas de direitos. Por isso, hoje, em todo o Brasil, será realizado um Dia Nacional de Lutas por Empregos e Direitos.

Em Pernambuco, será realizado um ato público, a partir das 9h, em frente à Superintendência Regional do Trabalho (SRT), na avenida Governador Agamenon Magalhães, no bairro do Espinheiro. A direção do Sindsep-PE estará presente nessa manifestação e convida todos os servidores, seus familiares e amigos para participarem. Em frente à SRTE será montada uma tenda. No local haverá também carro de som e panfletagem.

“Não podemos pagar mais essa conta. Se é para fazer cortes, vejamos onde existem excessos. Não podemos retirar direitos, muito menos punir a classe trabalhadora”, dispara a coordenadora geral do sindicato, Graça Oliveira.

Para as centrais sindicais existem outras formas de promover o equilíbrio fiscal, entre elas, instituir imposto sobre grandes fortunas; taxar remessas de lucros e dividendos ao exterior, o que também contribuirá para a redução do déficit externo em conta corrente; revisar as desonerações; e reduzir os juros que originam o déficit nominal. Nesse Dia Nacional de Lutas por Empregos e Direitos, as centrais sindicais protestarão, inclusive, contra a campanha negativa que a mídia sobre a Petrobras.

“Se é verdade que a empresa pública foi alvo de um for-te esquema de corrupção, que se punam os corruptos, não a estatal. Ela deve permanecer como patrimônio dos brasileiros porque investe em políticas sociais. É preciso entender que existem muitos interesses nesse jogo, principalmente porque a petrolífera administrará as riquezas do pré-sal”, comenta Graça Oliveira.

PAUTA

As centrais sindicais reivindicam a revogação e retirada das Medidas Provisórias 664 e 665 porque atacam e reduzem direitos referentes ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS-PASEP), pensões, seguro-defeso, auxílio-reclusão, auxílio doença e ainda estabelece a terceirização da perícia médica para o âmbito das empresas privadas, sob o pretexto de “corrigir distorções e fraudes” no acesso a esses benefícios.

As entidades sociais defendem que as irregularidades existentes no acesso aos benefícios sociais devem ser apuradas e combatidas com o aperfeiçoamento da gestão dos referidos programas e não com a retirada de direitos.




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