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Centrais sindicais se unem contra as Medidas Provisórias 664 e 665 editadas pelo governo

28/01/2015



 A CUT e demais centrais sindicais que atuam em Pernambuco, junto com diversos sindicatos filiados, promoveram o Dia Nacional de Lutas por Empregos e Direitos, na manhã de ontem, em frente à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (foto). A manifestação, que reuniu centenas de pessoas na avenida Agamenon Magalhães, no Recife, foi o primeiro ato no Estado contra as Medidas Provisórias 664 e 665, que promovem alterações no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e na Previdência.

“Estamos aqui para dar o primeiro recado ao governo. Sabemos das dificuldades econômicas do país, mas não podemos admitir que venham querer prejudicar os trabalhadores. Vamos para as ruas. Estamos iniciando uma luta que irá se prolongar até que tudo isso seja revisto”, garantiu a coordenadora geral do Sindsep-PE, Graça Oliveira.
 
Representantes das centrais sindicais entregaram um documento assinado por eles ao superintendente regional do Ministério do Trabalho, André Luiz Negromonte, solicitando a retirada das medidas por parte do governo Federal. No documento, os movimentos sindicais solicitam abertura de diálogo para a elaboração de propostas em conjunto.   
 
Como alternativas para conter os gastos públicos e promover o equilíbrio fiscal, sem prejudicar os trabalha-dores, os movimentos sindicais defendem a taxação das grandes fortunas; o combate a sonegação fiscal; a queda do fator previdenciário; além da aprovação de outra forma de atualização da tabela do Imposto de Renda e apuração das fraudes cometidas no FAT e na Previdência.  

As entidades propõem ainda taxar remessas de lucros e dividendos ao exterior, o que também contribuirá para a redução do déficit externo em conta corrente; revisar as desonerações; e reduzir os juros do déficit nominal.

"Estamos iniciando o ano com disposição para lutarmos contra qualquer medida que prejudique o trabalhador. Queremos a revogação imediata dessas medidas. Não aceitamos negociar a retirada de direitos como se fosse ajuste”, comentou o presidente da CUT Pernambuco, Carlos Veras.


 
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