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Classe trabalhadora é golpeada com avanço da extrema direita


Para que as trabalhadoras e trabalhadores não sejam ainda mais penalizados só nos resta um caminho: escolhermos o candidato para a Presidência que está alinhado na defesa de nossos direitos

Publicado: 05/10/2026

A direita e a extrema direita saíram ainda mais fortalecidas com as eleições do primeiro turno de 2026. E o que isso significa? Que a classe trabalhadora brasileira sofreu mais um golpe! 

Com uma avalanche de vitórias no Congresso Nacional e nos estados, os defensores da elite econômica brasileira e do rentismo passam a dominar diversas regiões do país. 

Importante destacarmos que esses senadores, deputados federais e governadores de direita e extrema direita costumam pautar seus mandatos por ações e votações contrárias aos interesses das trabalhadoras e trabalhadores, com cortes drásticos nas mais diversas políticas públicas. São os conservadores que não querem que nada mude!  

No Congresso Nacional, que se tornou ainda mais reacionário, o PL conquistou 19 das 54 cadeiras do Senado. Com isso, o partido vai começar 2027 com 28 dos 81 senadores. Será a maior bancada de um partido no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. Contando com outros partidos aliados, a extrema direita terá um total de 45 cadeiras.  

Na Câmara dos Deputados, o PL elege 121 deputados e também tem a maior bancada de um partido desde a Constituinte. Também tem o Republicanos (41 cadeiras), o Novo (10 cadeiras), União/PP (87 cadeiras), entre outros. 

O Partido Liberal (PL) foi o que mais elegeu governadores de uma vez. A legenda venceu em todos os três estados da região Sul: no Paraná, Sergio Moro; em Santa Catarina, Jorginho Mello; e no Rio Grande do Sul, Luciano Zucco. No Norte, foram eleitos Marcos Rogério, em Rondônia; e Arthur Henrique, em Roraima. Já candidatos do partido Republicanos conquistaram os governos de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Ou seja, sete governadores.

As políticas associadas aos espectros políticos da direita e extrema direita resultam em perdas para os trabalhadores por razões como:

Flexibilização de direitos trabalhistas: Reformas (como a Reforma Trabalhista de 2017 e a proposta da Reforma Administrativa do setor público, a PEC-32) reduzem o poder de barganha dos empregados, enfraquecem os sindicatos e aumentam a precarização, flexibilização e a informalidade.

Privatizações: A venda de estatais reduzem os investimentos em saúde, educação e transporte público, serviços essenciais para as famílias de menor renda.

Desmonte de serviços públicos: Quando o governo deixa de investir no setor público, os impactos são sentidos tanto no dia a dia da população quanto na economia. Passam a existir gargalos logísticos graves, como rodovias esburacadas, ferrovias insuficientes e portos ineficientes, o que encarece o transporte de mercadorias (o chamado "Custo Brasil"). Precarização de hospitais, atraso na universalização do saneamento básico e escolas públicas com infraestrutura física deficiente são sentidos fortemente pela população. O investimento público funciona como um "motor" para o setor privado. Sem estradas, energia barata e conectividade digital pública, as empresas privadas produzem de forma menos eficiente.

Política fiscal e tributária progressiva limitada: A prioridade dada à austeridade fiscal e a desonerações para o grande capital sobrecarrega a classe trabalhadora por meio de impostos indiretos (sobre o consumo) em vez de taxar o patrimônio e a renda dos mais ricos. 

No próximo dia 25 de outubro, teremos o segundo turno das eleições. E para que a classe trabalhadora não seja ainda mais penalizada só nos resta um caminho: escolher o candidato para a Presidência que está alinhado na defesa de nossos direitos. O candidato que trabalha pelo avanço social.    



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