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Comissão Nacional da Verdade encerra trabalhos

11/12/2014



Na data em que se comemorou o Dia Internacional dos Direitos Humanos – 10 de dezembro -, as famílias dos mortos e desaparecidos políticos no Brasil durante o regime militar e a sociedade brasileira em geral foram presenteadas com a verdade sobre os crimes cometidos pela ditadura militar. Depois de quase três anos de trabalho, entrevistas e pesquisas, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregou à presidenta Dilma Rousseff o relatório final. São mais de 4 mil páginas que apontam 434 mortos e desaparecimentos políticos praticados pelo Estado Brasileiro nos anos de chumbo.
 
Emocionada, a presidenta fez uma homenagem aos parentes das vítimas. “Merecem a verdade aqueles que perderam familiares e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia”, disse, com a voz embargada. A presidenta também salientou a importância histórica do trabalho desenvolvido pelos membros da Co-missão da Verdade.
 
“Nós, que acreditamos na verdade, esperamos que esse rela-tório contribua para que fantasmas de um passado doloroso e triste não possam mais se proteger nas sombras do silêncio e da omissão”. 
 
Ao apresentar o relatório, o coordenador da Comissão da Verdade, Pedro Dallari, apontou a responsabilidade do Estado Brasileiro nas graves violações aos direitos humanos entre 1964 e 1985. Essas violações, segundo Dallari, foram praticadas de forma sistêmica e com a anuência do poder central.
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