SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Condsef divulga nota em defesa do Centro de Formação Paulo Freire

17/09/2019



 

Fiel ao que anunciava ainda em campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenta aplicar um golpe baixo ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Na última quinta-feira, dia 5 de setembro, atendendo um pedido do Incra, o juiz federal da 24ª Vara de Caruaru, Tiago Antunes de Aguiar, determinou a reintegração de posse do Centro de Formação Paulo Freire - também conhecido como Assentamento Normandia -, localizado em Caruaru e coordenado pelo MST há mais de 20 anos. O Sindsep-PE e a Condsef/Fenadsef repudiam veementemente a decisão desumana e arbitrária, sem fundamentação e nenhum princípio lógico, nitidamente de caráter ideológico e carregada de ódio de classe.

Para além de representar uma conquista na luta pela reforma agrária, o Assentamento Normandia se tornou uma referência na formação de crianças, jovens e adultos que vivem no campo. Desde 1998, o local oferece cursos e tem feito parcerias importantes com universidades (UFPE, UPE, IFPE, FIOCRUZ, UFRPE, UAG e IPA), as quais utilizam o espaço não só como objeto de estudos, mas dão assistência à comunidade que vive e produz no local. Em sua decisão, o juiz deixa claro o viés ideológico e cruel, ao afirmar que “Caso não haja a desocupação espontânea (...), expeça-se mandado de reintegração na posse, ficando desde já autorizado: a) o uso de força policial, b) o arrombamento, se necessário, c) condução coercitiva do executado para a Polícia Federal, em caso de resistência, d) a remoção dos bens móveis que estejam no imóvel e) remoção dos animais para o “Curral de Gado” do Município de Caruaru, ficando desde já autorizada a doação ou o abate desses semoventes.”

O Sindsep e a Condsef/Fenadsef estiveram ao lado dos trabalhadores sem terra em 1998, durante a ocupação, e estão agora, contra essa atitude autoritária do governo federal, do Incra e, sobretudo, do Judiciário, que faz questão de oprimir uma população já tão sofrida, mas de muita luta. Não vamos nos calar. Estamos do lado do MST para defender o Centro de Formação Paulo Freire, os trabalhadores rurais e a reforma agrária!
 

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