SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Condsef/Fenadsef pede a interdição de Jair Bolsonaro e seu afastamento da Presidência

Fonte: Do Sindsep-PE
31/03/2020



  • Para estimular a população a voltar ao trabalho e escolas, Bolsonaro tomou mais uma atitude irresponsável e saiu pelas ruas de Brasília no último domingo (29)


O afastamento de Jair Bolsonaro do cargo de presidente do Brasil se faz mais que urgente. A sua atuação desastrosa diante da situação de emergência sanitária vivida no Brasil por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19) está colocando em risco a vida de milhões de brasileiros. Diante do seu posicionamento, a Condsef/Fenadsef protocolou uma representação no Ministério Público federal, em conjunto com o Sinasefe Sindical, pedindo providência para interdição do presidente da República. A iniciativa segue o mesmo caminho de lideranças políticas brasileiras que começaram a pedir a renúncia de Bolsonaro. 

Enquanto chefes de estado, ministros, cientistas e profissionais da saúde alertam a população dos diversos países para a importância de permanecerem isolados em suas casas, Jair Bolsonaro estimula a ida das pessoas ao trabalho e escolas. Ele ignora os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS), do próprio Ministério da Saúde e coloca a vida dos brasileiros em risco devido a sua preocupação com os impactos negativos que a pandemia trará para a economia. No último domingo (29), o presidente voltou às ruas e teve contato com a populkação (foto).  

Existe um movimento mundial, liderado por empresários, que a imprensa apelidou de Let Die (deixe morrer). O movimento defende que é melhor que morram milhões de pessoas do que a economia. No Brasil, Bolsonaro e empresários que o apoiam estão propagando o discurso. 

O Sindsep-PE é uma das entidades do movimento sindical que apoia a iniciativa da Condsef/Fenadsef. “Temos uma pessoa completamente incapaz no comando do país e as suas decisões e ações interferem na vida de milhões de brasileiros. E o problema não fica apenas nas suas declarações. Todas as medidas que esse governo tem tomado, antes e durante a pandemia, tem como objetivo retirar direitos e massacrar os trabalhadores enquanto beneficia os empresários. Ele tem que sair já”, destacou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.   

Ameaça aos servidores  

Enquanto Bolsonaro incentiva as pessoas a saírem de suas casas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaça os servidores. No último sábado (28), ele deixou claro que o congelamento de salários dos servidores é uma alternativa que considera. Guedes afirmou que até quatro anos de congelamento poderiam ser uma medida melhor que o corte de 25% dos salários. 

O problema é que a maioria dos servidores do Executivo está há mais de três anos sem qualquer reposição em seus salários. O corte de salários, tanto para servidores quanto para trabalhadores da iniciativa privada é uma péssima ideia, mas o congelamento de salários não é a solução para a retomada da economia brasileira. 

“Isso só acontecerá com a revogação da EC 95/16, que congela investimentos públicos, para que o governo possa aplicar recursos em obras de infraestrutura e políticas públicas, gerando empregos e renda para a população brasileira”, destacou José Carlos. 

A retomada da economia é possível

O corte em salários ou qualquer outra política que retire dinheiro da economia irá piorar a crise econômica. Retirar poder de compra dos brasileiros e reduzir investimentos em políticas públicas em um momento de recessão irá promover uma retração ainda maior na economia. 

A retomada da economia brasileira só será possível com medidas como a revogação da EC 95/16, a taxação dos super-ricos, que iria gerar R$ 272 bilhões para os cofres públicos, e a revisão da tabela de contribuição do Imposto de Renda para cobrar mais dos que ganham mais. Além disso, seria fundamental a cobrança da dívida dos grandes sonegadores da Previdência. Os maiores sonegadores devem mais de R$ 1 trilhão ao Governo. 

Dinheiro em caixa

Um estudo recente da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), associação sem fins lucrativos, constatou que, atualmente, o governo dispõe de mais de R$ 1 trilhão no caixa único do Tesouro Nacional, além de vários outros recursos que se encontram reservados apenas para o pagamento da dívida que nunca foi integralmente auditada. 

"Ou seja, o governo tem recursos para investir no Brasil. Mas espalha a mentira de que o país está quebrado porque tem como projeto promover o desmonte das empresas públicas para privatizá-las e repassar tudo para a iniciativa privada", destacou o coordenador geral do Sindsep, José Carlos.   


 

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