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Contra a política de terra arrasada do império


Os Estados Unidos repetem um roteiro conhecido, já aplicado no Iraque, na Líbia, na Síria e na Tunísia: constroem pretextos, promovem intervenções e avançam sobre territórios e riquezas estratégicas

Publicado: 13/04/2026

Da Condsef/Fenadsef

A política de terra arrasada do imperialismo acumula novos episódios com a ofensiva contra o Irã, conduzida sob ameaça direta de destruição de infraestruturas civis e de extermínio de seu povo. O próprio Donald Trump assumiu a intenção de praticar crime de genocídio ao afirmar que pode eliminar “uma civilização inteira” de mais de três mil anos em uma única noite, explicitando sua política baseada na aniquilação.

Essa ofensiva se combina com a escalada promovida pelo Estado sionista e terrorista de Israel, agora também contra o Líbano. No dia 8 de abril, a maior onda de ataques desde o início da guerra atingiu o país com bombardeios massivos concentrados em poucos minutos, deixando mais de 250 mortos e centenas de feridos, em operações que atingem áreas densamente povoadas e população civil. Desde o início do massacre, o número de mortos já ultrapassa 1.400, incluindo crianças, mulheres e profissionais de saúde.

A expansão dessas agressões brutais se dá em meio a acordos frágeis e rapidamente rompidos, com ataques ocorrendo inclusive durante cessar-fogo.

A esse cenário se soma o bloqueio e a asfixia permanente impostos a Cuba, sob ameaça constante de novas medidas de força, além de uma política internacional baseada em sanções econômicas, pressão militar, chantagem diplomática e tentativa de reorganização territorial conforme os interesses dos Estados Unidos.

Essa dinâmica expressa um padrão em que intervenções, guerras e destruição são instrumentos para garantir o controle de recursos naturais e reposicionar a hegemonia estadunidense diante de sua crise.

Qualquer que seja a forma de governo dos países atacados, a posição dos trabalhadores é uma só: defesa incondicional da autodeterminação dos povos e a rejeição a toda ingerência estrangeira.

Os Estados Unidos repetem um roteiro conhecido, já aplicado no Iraque, na Líbia, na Síria e na Tunísia: constroem pretextos, promovem intervenções e avançam sobre territórios e riquezas estratégicas.

O que está em curso é uma política consciente de dominação e saque, sustentada pela violência aberta.



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