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Corte para obras de prevenção de desastres provoca mortes no Brasil

03/06/2022




O povo brasileiro está sofrendo consequências irreparáveis por ter eleito Jair Bolsonaro para ocupar a Presidência da República por quatro anos. Devido a irresponsabilidade e a falta de vontade do presidente para lidar com a pandemia do novo coronavírus, cerca de 700 mil brasileiros e brasileiras perderam suas vidas. Mais da metade destas mortes poderiam ter sido evitadas, caso tivéssemos uma pessoa responsável e preocupada com o povo brasileiro, na Presidência. Agora, pernambucanos e pernambucanas sofrem outra tragédia devido aos cortes de recursos federais voltados para prevenção de desastres naturais.

Desde que assumiu o governo, Bolsonaro tem reduzido drasticamente as verbas para ações do programa de gestão de risco e resposta a desastres, do Ministério de Desenvolvimento Regional. No ano passado, os recursos para essas ações sofreram uma redução de 75% do orçamento. Para o Recife, o governo cortou 45% de verba de combate a desastres. 

“O corte de recursos resultou em menos obras de contenção de encostas, o que tem provocado acidentes graves em todo o Brasil. Apenas em 2022, pelo menos três grandes tragédias ocorreram por deslizamento de barreiras. E quem sofre mais é sempre a população mais pobre”, lembrou o secretário-geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira. 

Em fevereiro, morreram 233 pessoas, em Petrópolis, por conta de deslizamentos. Em abril, foram 16 mortos, em Paraty e Angra dos Reis. No Recife, já são 128 mortos e mais de sete mil pessoas desabrigadas. Pessoas que residiam em casas construídas próximas a encostas e nas margens de rios por não terem onde morar. É que os recursos para habitação também sofreram cortes neste governo. Em 2021, o presidente Jair Bolsonaro cortou R$ 1,5 bilhão em verbas da área. 

A tesoura atingiu especificamente a chamada “faixa 1” do programa Casa Verde e Amarela, uma jogada de marketing que substituiu o Minha Casa, Minha Vida e teve como principal objetivo excluir os mais pobres do financiamento habitacional. O orçamento do programa caiu de R$ 1,5 bilhão, em agosto de 2020, quando foi criado, para R$ 27 milhões, em 2021.    

A faixa 1 abrange as pessoas mais vulneráveis e com renda familiar de até R$ 1,8 mil, grupo que não consegue obter crédito no mercado para financiamento de casa própria. É nesse segmento que estão concentrados cerca de 80% do déficit habitacional do Brasil. Como consequência do corte do governo, mais de 200 mil unidades habitacionais tiveram seus canteiros paralisados. 

Enquanto isso, um levantamento feito pelo Brasil de Fato na Siga Brasil, plataforma do Senado que acompanha os gastos da União, constatou que Bolsonaro terminará o seu mandato com R$ 93 bilhões gastos em emendas parlamentares. Ou seja, em negociatas. A média anual do valor gasto em emendas parlamentares praticamente triplicou nos três primeiros anos da atual gestão. 

Chuvas fortes

As chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife nas últimas semanas têm sido muito mais intensas que as registradas normalmente neste período. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o aumento se deve a uma alta de até 3 graus na temperatura média do Oceano Atlântico, na costa do Estado. 

“No entanto, nada justifica a falta de investimento em obras estruturais para lidar com a situação, a não ser o desprezo do atual presidente com o povo brasileiro. Com os cortes e austeridade do governo, o uso do orçamento público para contemplar deputados e senadores aliados e a prioridade para o pagamento da dívida pública, a população que mais precisa do Estado foi abandonada. Menos Estado, mais tragédia e caos urbano”, comentou o diretor de Imprensa do Sindsep-PE, Eduardo Albuquerque. 

Mais mentiras

Depois de sobrevoar a Região Metropolitana do Recife, Bolsonaro prometeu enviar R$ 1 bilhão para atender  as vítimas das enchentes e reconstruir estruturas danificadas. O presidente prometeu o mesmo quando a cidade de Petrópolis sofreu uma tragédia semelhante. Mas isso não ocorreu. É que este valor é o montante total  que o governo tem contingenciado pro ano todo para atender todas as áreas do país.   
 

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