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CUT e Força Sindical se unem visando reindustrialização do Brasil

17/11/2020




As duas maiores centrais brasileiras, a CUT e a Força Sindical, uniram-se na criação da IndustriALL-Brasil. A IndustriALL foi fundada na manhã desta terça-feira (17) durante live que reuniu representantes dos trabalhadores das duas entidades sindicais espalhados por todo o Brasil. A iniciativa, que reúne as entidades filiadas as duas centrais, irá atuar pela reindustrialização do país visando a retomada econômica com geração de emprego e renda, redução da violência e melhoria da qualidade de vida de toda a população.  

Juntas, a CUT e Força Sindical somam 5,7 mil sindicatos e entes associados, com 37,8 milhões de trabalhadores na base. A ideia é a de articular propostas e processos de fomento à criação de políticas industriais e do trabalho sob a ótica e as demandas da classe trabalhadora. 

Pela primeira vez na história do movimento sindical brasileiro, as duas maiores centrais do país estão compondo uma associação.  "A união da classe trabalhadora é fundamental para que possamos enfrentar os ataques que estão nos desferindo desde o golpe de 2016. Primeiro, Michel Temer aprovou a Emenda Constitucional-95, que congelou os gastos públicos por 20 anos. Depois a reforma Trabalhista que não gerou empregos, mas reduziu os direitos trabalhistas. Bolsonaro já promoveu o desmonte da Previdência pública com a reforma da Previdência e quer acabar com o serviço público com a reforma Administrativa. Para dar um basta em tudo isso precisamos de união e força", destacou o coordenador geral do Sindsep-PE, José carlos de Oliveira.  

Durante o lançamento, a primeira direção da entidade tomou posse. Como primeiro presidente para o mandato 2020-2022, a IndustriALL contará com o metalúrgico Aroaldo Oliveira da Silva, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entidade filiada à Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT). Os presidentes nacionais da CUT e da Força terão assento na Direção Executiva da InfustriALL-Brasil, além de dirigentes de cada ramo da indústria.

A necessidade de reindustrialização do Brasil e o desinteresse do governo Bolsonaro em promover o desenvolvimento do país foram os motivos que levaram as duas centrais a se unirem. Nenhuma nação do mundo conseguiu gerar emprego, renda e melhorar a qualidade de vida da sua população sem investir em uma base industrial forte. Mas a política do governo Bolsonaro vai na contramão desse caminho, promovendo arrocho, redução de salários e retirada de direito dos trabalhadores.  

Farra rentista 

A política liberal adotada por Paulo Guedes é a mesma que vem sendo criticada em todo o mundo por ter criado um sistema de desigualdade de renda semelhante ao do início do século passado. Uma política baseada no apoio a farra de rentistas que atuam no sistema financeiro mundial e assumiram o lugar dos donos das grandes indústrias e empresas no topo da pirâmide social. Por isso, a IndustriAll-Brasil terá um enorme desafio. Porque o governo Bolsonaro é anti-indústria e anti-país. 

Este governo já demonstrou que não está nem um pouco preocupado com a classe trabalhadora e com o povo brasileiro. Mesmo antes da política genocida adotada durante a pandemia. Quando ainda era pré-candidato à presidência da República, Bolsonaro afirmou que o trabalhador teria que decidir entre “menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Isso para justificar a retirada dos direitos trabalhistas. Mas, na verdade, a política bolsonarista não contribui de nenhuma forma para a redução do desemprego. 

Mais centrais

A IndustriAll-Brasil está aberta para receber a adesão das demais centrais sindicais brasileiras e suas entidades filiadas. Além disso, todas as organizações de trabalhadores que fazem parte da indústria e que queiram integrar o projeto, inclusive aquelas que não são ligadas a nenhuma central, podem se juntar a iniciativa.  
 

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