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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 04/11/2026
A virada histórica nas urnas norte-americanas representa um duro golpe no avanço da extrema direita mundial. A vitória do Partido Democrata no Congresso e em governos estaduais estratégicos dos Estados Unidos da América (EUA) redesenha o mapa do poder e impõe um freio contundente à agenda conservadora e neocolonialista de Donald Trump e de seus aliados internacionais.
A ascensão dos democratas também enfraquece os planos de intervenção norte-americana em países dos quatro cantos do mundo, incluindo os países da América Latina. A derrota de Trump reduz, ainda, as possibilidades da família Bolsonaro influenciar decisões do governo dos EUA contra o Brasil.
E o grande trunfo desse resultado reside na força de uma coalizão plural e progressista. Mulheres, negros, latinos e indígenas não foram apenas eleitores, mas os grandes protagonistas de conquistas históricas por todo o país. Candidaturas que carregam a identidade e a luta de minorias historicamente silenciadas provaram que a diversidade é a verdadeira barreira contra o autoritarismo.
Uma impressionante mobilização popular, inspirada nas últimas eleições para a Presidência do Brasil, resultou na queda de Donald Trump. O resultado das urnas funcionou como um referendo implacável contra a sua retórica desagregadora e suas políticas excludentes.
Ao ver seus aliados e candidatos apadrinhados derrotados em redutos tradicionalmente republicanos, o trumpismo assiste à fragmentação de sua influência hegemônica. Sem o controle do poder legislativo, o presidente é empurrado para o isolamento político, restando-lhe a condição de um governante enfraquecido e limitado em suas ambições ideológicas.
O revés sofrido por Trump ecoa com grande força e alívio na América Latina. O declínio de sua força nos EUA sinaliza também o desgaste de sua agressiva política externa de interferência na soberania de outros povos.
Por anos, a América Latina enfrentou ameaças de sanções unilaterais, discursos de criminalização da imigração e tentativas constantes de tutela política e econômica. Tudo isso também vinha sendo imposto ao Brasil nos últimos meses. Mas a derrota da base de apoio de Trump enfraquece a capacidade de Washington de ditar regras e intervir nas democracias vizinhas.
Com o fortalecimento de vozes progressistas nos Estados Unidos, abre-se espaço para um diálogo internacional baseado no respeito mútuo, na cooperação e na autodeterminação dos povos latino-americanos.
No entanto, isso não significa que o povo brasileiro e da América Latina, como um todo, podem se tranquilizar. O alerta deve ser constante. O segundo turno das eleições, no Brasil, mostrou a força da união popular. Força que está inspirando a esquerda mundial e a luta da classe trabalhadora por mais direitos em diversos países ao redor do planeta. Iremos enfrentar um Congresso Nacional ainda mais à direita a partir de 2027. Não podemos desmobilizar jamais! O Brasil não suporta mais retrocesso. Vamos a luta companheiras e companheiros! Um futuro melhor nos espera!