SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Dia do Eu Luto Pelos Serviços Públicos mobilizou servidores

Fonte: Ascom Sindsep-PE
28/10/2020



O Dia do "Eu Luto Pelos Serviços Públicos", nessa quarta-feira (28), mobilizou servidores de diversas estados brasileiros. Panfletagens, atos, carreatas e lives foram realizadas em capitais e cidades do interior. Milhares de servidores foram às ruas para dialogar com a sociedade e mostrar que o desmonte dos serviços públicos é um ataque aos direitos da população.
 
“Essa reforma administrativa do governo Bolsonaro, por exemplo, afeta toda a população porque é uma retirada de direitos. Hoje, o contingente de servidores federais representa apenas 9% de toda a força de trabalho do serviço público. Então se você diminui essa categoria, você prejudica a população que precisa do serviço público. Porque quando você passa um serviço público para a iniciativa privada, não fica mais eficiente e ainda fica mais caro. Isso vai consequentemente afetar o número de serviços oferecidos”, explica o secretário geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira.
 
No Recife, a agenda contou com uma panfletagem na Estação Central do Metrô, pela manhã, e um ato simbólico na Avenida Guararapes, no horário da tarde (FOTO). Em oposição à proposta de reforma Administrativa (PEC-32/2020) do governo Bolsonaro, os servidores defenderam mais investimentos no setor público para que o estado brasileiro possa estar a serviço de toda a sociedade.  
 
Durante o ato público no centro do Recife, a vice-presidente da CUT-PE, Uedislaine Santana, fez uma alerta à população. Para ela, é preciso criar alternativas socialistas a política neoliberal em curso no país. "O governo Bolsonaro ameaça a existência humana, o meio ambiente, as conquistas da classe trabalhadora".
 
REFORMA ADMINISTRATIVA
A PEC-32 tem como principal objetivo promover o desmonte do serviço público para que os serviços prestados gratuitamente ou por baixos preços à população sejam repassados para a iniciativa privada. A proposta da Reforma dá continuidade ao processo de sucateamento do Estado que teve início com a PEC-95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos, e com a reforma da Previdência, que reduziu os direitos dos benefícios à aposentadoria para os mais pobres. 
 
Importante destacar que mais de 100 milhões de brasileiros e brasileiras dependem diretamente do Estado e de suas políticas públicas e sociais. Essa reforma irá afetar, na ponta, os serviços de saúde, educação, produção de ciência e tecnologia, o meio ambiente, entre outros. Haverá uma redução de servidores e, com isso, uma redução de atendimento dessas políticas para a população. Fim de concurso também significa menos atendimento à população mais pobre e trabalhadora que depende diretamente do Estado. E o fim da estabilidade significa corrupção. 
 
“Isso porque os trabalhadores poderão ser demitidos por seus chefes caso não fechem os olhos ou não contribuam para desvios do dinheiro público pago com nossos impostos”, comentou José Felipe Pereira.
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