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Documentário sobre os crimes da Lava Jato pode ser visto no Recife

21/06/2022




O documentário “Amigo Secreto”, que detalha todos os crimes cometidos pelos integrantes da operação Lava Jato, está levando milhares de pessoas ao cinema em todo o Brasil. Durante a sua estreia, entre a quinta-feira (16) e domingo (19), o filme levou 4,7 mil pessoas à 39 salas dos cinemas brasileiros. No Recife, o documentário de Maria Augusta Ramos está em cartaz em sessões no Cinemark RioMar -  até esta quarta-feira (22), às 22h10. 

Quando começou a ganhar significado, a Lava Jato assumiu o discurso de que iria passar o país a limpo e dar cabo da corrupção. Apoiada pela grande mídia e por vazamentos sensacionalistas, a operação ganhou uma popularidade inédita, alcançando cifras para além de 90% de aprovação. Mas, os movimentos sociais, os sindicatos, os partidos de esquerda e a mídia independente sempre informaram que a Lava Jato era uma operação política de desmonte do Brasil como país-nação, criando uma narrativa ideológica para interferir nas eleições. Desmonte de um país que vinha crescendo demasiadamente e estava colocando em risco a liderança dos Estados Unidos (EUA) no continente americano. 

Um levantamento da CUT-DIEESE, lançado em 2021, não deixa dúvidas sobre os objetivos da operação. A Lava Jato foi responsável pelo Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos e destruiu 4,4 milhões de empregos nos anos de sua atuação. A operação promoveu o desmonte dos setores de petróleo e gás e construção civil, justamente os dois grandes setores que mais competiam com empresas estrangeiras no mercado internacional. Segundo a pesquisa, o setor mais afetado foi a construção civil, que perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho. De 2014 a 2017, a construção civil deixou de investir, graças à operação, um total de R$ 67.8 bilhões. E a Petrobras deixou de investir R$ 104.3 bilhões. Enquanto isso, os responsáveis pela operação propagam que recuperaram cerca de R$ 6 bilhões. 

Hoje, nas mãos de pessoas indicadas por Bolsonaro, a Petrobras promove uma política internacional de preços que tem ocasionado o aumento constante dos preços dos combustíveis em benefício de grandes acionistas estrangeiros e poucos brasileiros.  

A operação passou a cair no descrédito depois que a “Vaza Jato” revelou, publicamente, conversas no Telegram (no grupo Amigo Secreto, daí o nome do documentário) entre o então juiz Sérgio Moro, o então procurador Deltan Dallagnol e outros procuradores. Nos diálogos, eles combinam e articulam provas, testemunhos, datas e vazamentos de informações para a imprensa. Tudo com o objetivo de incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou detido por 580 dias na carceragem da Polícia Federal em Curitiba sem nenhuma prova de que ele tenha cometido qualquer crime. 

A Vaza Jato foi a maior responsável pelo anulamento de todas as sentenças aplicadas contra Lula. 

Depois que contribuiu diretamente para a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, o ex-juiz Sérgio Moro recebeu um prêmio assumindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública do novo governo. Em seguida, foi contratado pela empresa de consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, na função de sócio-diretor, levantando várias suspeitas. A empresa foi uma das maiores beneficiadas com o desmonte dos diversos setores econômicos brasileiros promovido pela Lava Jato, uma vez que recebeu 42,5 milhões de reais de empresas investigadas pela operação. A Alvarez & Marsal também passou a ser a administradora judicial da Odebrecht, uma das companhias mais afetadas pelo "consórcio" de Curitiba, como ficou sendo conhecida a operação "comandada" por Sérgio Moro.

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