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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
(81) 3131.6350 - sindsep@sindsep-pe.com.br
Publicado: 03/03/2026
Do GGN
Por Luís Nassif
As eleições de 2026 se darão com a mídia normalizando o perfil de Flávio Bolsonaro. A irresponsabilidade midiática está atingindo nível que ainda vai se equiparar à pior fase do jornalismo de esgoto da revista Veja.
Agora, tratam de normalizar uma pessoa intrinsecamente ligada às milícias do Rio de Janeiro, envolvido com familiares do chefe do escritório do crime, com a morte de Marielle Franco, com as milícias de Rio das Pedras, com a prática de rachadinha, com processos nebulosos de enriquecimento.
Até onde vai a insensibilidade dos jornalões? Quando irão se dar conta de sua responsabilidade institucional perante o país? Não conseguiram entender que sua única estratégia de sobrevivência é como porta-vozes dos setores civilizados da sociedade.
O plano de metas
Esse pacto crime organizado-mídia-mercado exige uma estratégia que o governo Lula ainda não se deu conta.
Tem tudo à mão:
Em 26 de abril do ano passado já dávamos a receita:
“Para organizar as informações, tem que haver poucas metas”. Como diz Simone Tebet, “cinco metas, que caibam na palma da mão”.
Toda comunicação social deveria consistir em divulgar essas metas. A partir daí, cada entrega iria sendo enquadrada em cada uma das metas propostas, tijolo a tijolo, passando ao público a noção de uma obra maior, um trabalho conjunto de recriação do futuro.
Hoje em dia há três Ministérios trabalhando nesse formato: o do Orçamento e Planejamento, de Tebet, o da Transição Energética, de Fernando Haddad, e a Nova Indústria Brasil, de Geraldo Alckmin”.
No dia 2 de maio de 2024 mostramos todas as possibilidades abertas pela nova economia:

Ambos entenderam algo simples — e esquecido:
mercados funcionam melhor quando o Estado coordena expectativas.
A lição esquecida
O Brasil de hoje se parece mais com o pré-JK do que com o JK.
E o mundo atual se parece mais com 1933 do que muitos admitem.
A diferença é que:
O que falta não é capacidade.
É coragem política para coordenar.
Ou, em versão menos acadêmica:
governos fracassam não porque fazem demais,
mas porque fazem cada um por conta própria.
O governo orquestrador
Vou repetir, aqui, artigo publicado no Projeto Brasil sobre o governo orquestrador:
Dá para fazer muita coisa — e rápido — quando o governo para de tentar reinventar a roda e passa a alinhar as engrenagens que já existem no Brasil. O país não sofre de falta de instituições; sofre de descoordenação crônica. Eis um mapa do que é possível fazer agora, com o que já está aí:
1. Desenvolvimento produtivo sem criar novos ministérios (milagre possível)
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: o Estado deixa de ser caixa eletrônico e vira orquestrador.
2. Segurança pública: menos bravata, mais inteligência integrada
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: crime organizado odeia integração. Vive de silo.
3. Saúde: SUS com cérebro digital
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: o SUS já é gigante — falta coordenação tecnológica, não discurso.
4. Educação e trabalho: parar de formar desempregados sofisticados
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: diploma sem demanda é só papel bonito.
5. Infraestrutura: usar o Estado para destravar, não substituir
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: atraso não é falta de dinheiro — é excesso de atrito.
6. Meio ambiente e economia: parar de tratar como inimigos
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: floresta em pé precisa modelo de negócios, não só discurso moral.
7. Democracia e instituições: coordenação é proteção
Quem já existe
O que pode ser feito
Resumo: democracia não se defende sozinha — precisa engenharia.
A virada de chave
O Brasil não precisa de mais estruturas. Precisa de:
Ou, em termos menos diplomáticos:
O material já existe. Falta só alguém juntar as peças — como num Lego institucional gigante.