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EUA ameaçam a soberania brasileira de olho nas riquezas nacionais


Os países que não se curvam ao governo norte-americano, buscam a sua independência econômica e contrariam os seus interesses, como é o caso do Brasil, são classificados como uma ameaça "incomum e extraordinária"

Publicado: 31/07/2026

Da Condsef/Fenadsef

Está nítido que o governo dos Estados Unidos da América (EUA) está interferindo na soberania brasileira por meio de diversas decisões visando, inclusive, o processo eleitoral. O objetivo final é a pilhagem das riquezas nacionais. Apenas neste mês de julho, o país taxou os produtos brasileiros por duas vezes (25% e 12,5%), totalizando uma sobretaxa de 37,5%, na tentativa de desestabilizar a economia nacional.

Antes, já havia promovido represálias às autoridades brasileiras por meio da Lei Magnitsky e classificado organizações criminosas como terroristas por meio da Lei Antiterrorismo, que pode ser usada como álibi para incursões sobre o Brasil. Nesta semana, ficamos sabendo que o consulado norte-americano, em São Paulo, está organizando encontros fechados com influenciadores para discutir temas relacionados à "liberdade de expressão e ao ambiente digital" no País, o que pressupõe mais uma interferência política por meio das redes sociais.

Na última terça-feira (28), os EUA prorrogaram a sua declaração de emergência contra o Brasil. Por essa declaração, o país é classificado como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. O documento também volta a criticar o tratamento dado a políticos acusados de planejar um golpe de Estado.

Em se tratando da balança comercial bilateral, ficou demonstrado que os Estados Unidos acumulam um superávit contínuo. Washington vende, historicamente, mais produtos e serviços ao mercado brasileiro do que compra do país, gerando saldos favoráveis constantes, o que torna injustificável a taxação dos produtos nacionais pelo governo norte-americano.

Quando definiu a nova tarifa de 12,5% sobre importações de produtos brasileiros, os EUA não levaram em consideração o fato de que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado, com operações constantes contra esse tipo de crime.

Pilhagem

Os EUA querem interferir nas eleições brasileiras. Isso é fato. E o objetivo fica muito claro quando sabemos quais foram as exigências feitas pelo governo daquele país para não taxar o Brasil: tarifas zeradas para as empresas estadunidenses dos setores de bens industriais, químico, aeroespacial e automotivo.

Queriam, ainda, que o Brasil zerasse a tarifa do etanol, não regulamentasse as plataformas digitais, para que elas possam espalhar fake news abertamente e interferir nas eleições, e acabasse com o PIX. Os EUA também estão de olho nos minerais críticos e nas grandes reservas energéticas brasileiras.

Caso o governo federal tivesse aceitado a chantagem, a economia nacional sairia ainda mais prejudicada.

Ofensiva contra a América Latina e o Caribe

A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos radicaliza a sua política para a América Latina e o Caribe. O governo norte-americano utiliza argumentos hipócritas e mentirosos de combate ao narcotráfico, controle migratório, segurança e defesa da democracia para tentar fazer com que a região volte a ser uma área subordinada aos seus interesses econômicos, políticos, militares e geopolíticos. Ou seja, o seu quintal.

O documento atualiza a Doutrina Monroe, que foi utilizada historicamente para justificar intervenções norte-americanas na América Latina e no Caribe. Agora, durante a presidência de Donald Trump, os EUA querem determinar as lideranças políticas que devem governar os países latino-americanos para dominá-los economicamente.

E os países que não se curvam ao governo norte-americano, buscam a sua independência econômica e contrariam os seus interesses espúrios, como é o caso do Brasil, são classificados como uma ameaça "incomum e extraordinária".



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