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EUA volta a atacar a economia e a soberania brasileira


Governo Trump anuncia novas tarifas de 12,5% para produtos nacionais. Somadas a tarifa de 25, os produtos brasileiros terão uma sobretaxa de 37,5% para entrar nos EUA

Publicado: 24/07/2026

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, voltou a atacar a economia e a soberania brasileira ao anunciar novas tarifas de 12,5% para produtos nacionais. Somadas a tarifa de 25% que começou a vigorar na última quarta-feira (22), os produtos brasileiros terão uma sobretaxa de 37,5% para entrar nos EUA. 

A medida norte-americana utiliza de forma indevida a legislação comercial dos Estados Unidos para justificar barreiras protecionistas, recorrendo a acusações sobre trabalho forçado que não encontram respaldo na realidade brasileira nem nos compromissos internacionais assumidos pelo país.

O Ministério do Trabalho e Emprego apresentou informações detalhadas sobre a legislação nacional e sobre a atuação dos órgãos responsáveis por impedir a produção e a importação de bens relacionados ao trabalho forçado. Mas de nada adiantou. 

A legislação brasileira considera crime não apenas a submissão ao trabalho forçado propriamente dito, mas também jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e qualquer restrição à liberdade de locomoção do trabalhador.

Além disso, o país mantém operações permanentes de fiscalização, aplica multas severas aos responsáveis e divulga o Cadastro de Empregadores conhecido como “Lista Suja”, referência internacional no combate ao trabalho escravo.

Anteriormente, ao impor a tarifa de 25%, os Estados Unidos exigiram, para não taxar o Brasil, tarifas zeradas para as empresas estadunidense dos setores de bens industriais, químico, aeroespacial e automotivo. Queriam ainda que o Brasil zerasse a tarifa do etanol, não regulamentasse as plataformas digitais e acabasse com o PIX. Os EUA também estão de olho nos minerais críticos e nas grandes reservas energéticas brasileiras. 

“Está claro que os EUA estão perdendo a hegemonia sobre a economia mundial e estão se debatendo para não sucumbir de vez. Essas medidas têm uma finalidade eminentemente protecionista. Agora eles estão, cinicamente, utilizando uma pauta dos direitos humanos como justificativa para restringir importações brasileiras”, destacou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

Nova ofensiva contra a América Latina

A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos radicaliza a sua política para a América Latina e o Caribe. Sob os argumentos hipócritas e mentirosos de combate ao narcotráfico, controle migratório, segurança e defesa da democracia, o governo norte-americano pretende recuperar a concepção de que a região constitui uma área subordinada aos seus interesses econômicos, políticos, militares e geopolíticos. Ou seja, o seu quintal. 

O documento atualiza a Doutrina Monroe, usada historicamente para justificar intervenções norte-americanas no continente. Sob a presidência de Donald Trump, os EUA querem o poder de determinar quais governos, alianças internacionais e projetos econômicos são aceitáveis. E classificam os países que buscam a sua independência econômica e contrariam os seus interesses espúrios, como é o caso do Brasil, como ameaça.



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