SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Governo insiste nas privatizações e população é quem pagará a conta

Fonte: Ascom Sindsep-PE
24/11/2020




Em meio à crise econômica, à alta taxa de desemprego e ao aumento da miséria e fome no Brasil, um novo reajuste nos preços da energia elétrica deverá passar a valer, em breve, em todo o Brasil. O reajuste deve ocorrer devido ao aumento do uso de usinas termoelétricas no país por causa da seca e do apagão no Amapá. 

Mais de 700 mil pessoas, em 13 dos 16 municípios do estado do Amapá, estão sofrendo há semanas com a falta de energia, água e combustíveis. Importante destacar que a distribuição de energia no Amapá foi privatizada. A empresa responsável pelo abastecimento do Estado é a espanhola Isolux, que tem histórico de maus serviços prestados em outros países. 

Mas nem por isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, desistiu de seu projeto de privatização. O banqueiro afirmou, na última segunda-feira (23), que nos dois anos restantes de governo Bolsonaro, eles irão “para o ataque” com privatizações e reformas. E entre essas reformas está a Administrativa. Com essa afirmação, fica muito claro que a ideia do governo Bolsonaro é promover o desmonte do setor público, por meio da reforma Administrativa, para viabilizar as privatizações de setores estratégicos.    

Privatizações

Guedes disse que estava “bastante frustrado” por não ter conseguido privatizar nenhuma estatal. O ministro queria entregar ao mercado quatro grandes empresas nacionais: a Eletrobras, os Correios, o Porto de Santos e a Pré-Sal Petróleo S.A. Mas afirmou que ainda não desistiu da ideia e que o objetivo é privatizá-las até o fim de 2021.

Segundo Guedes, e o próprio Bolsonaro, privatizar seria "modernizar" o Brasil. Mas isso não é combinado com as grandes empresas que compram as estatais nacionais. Essas empresas visam tão somente o repasse do lucro para suas matrizes no exterior, demitem técnicos experientes e contratam pessoal com menos qualificação para pagar menos, reduz o quadro de pessoal e diminui os investimentos em segurança, equipamentos e infraestrutura. 

Maior mineradora do Brasil e a terceira companhia na indústria global de mineração de metais, a Vale S.A é outro exemplo de descaso. A empresa carrega vários crimes ambientais e tragédias humanas em seu histórico, desde que adquiriu a Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho destroçaram cidades, vidas e o meio ambiente brasileiro. 

“São empresas multinacionais cujos acionistas não estão preocupados com o Brasil e os brasileiros. Eles compraram ações e querem o retorno em lucro. E para obter lucro, os gestores dessas empresas fazem de tudo para conter gastos. Por isso, a queda de energia que deixou a população do Amapá desassistida por vários dias”, destacou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.    

Eletrobras

Caso a Eletrobras seja privatizada, além das contas de luz com preços exorbitantes, a população poderá ser afetada também com a falta de água. Isso porque a empresa tem 47 usinas hidrelétricas responsáveis por 52% de toda a água armazenada no Brasil. O desabastecimento prejudicará ainda mais quem precisa de água em abundância como é o caso dos pequenos agricultores, responsáveis por 70% da alimentação que o brasileiro coloca na mesa.

Correios

Desestruturar para vender. Essa é a prática do governo Bolsonaro quando se trata de entregar as empresas nacionais à iniciativa privada. Depois de ter reduzido ao máximo as equipes que cuidam das entregas de mercadorias dos Correios, enquanto ampliou as equipes de marketing, a empresa, que dava lucro nos governos petistas, passou a ter prejuízos anuais.   A estatal chegou a receber aportes do Tesouro, no valor de 224 milhões de reais, nos últimos dois anos, para poder continuar operando.

Pré-Sal Petróleo

A Pré-Sal Petróleo atua como braço da União na gestão e controle das atividades de exploração e produção de óleo e gás natural desenvolvidas. Ou seja, além de querer entregar os campos e refinarias de pré-sal para as multinacionais do Petróleo, um dos motivos do golpe de 2016, este governo quer repassar a produção de óleo e gás natural para essas empresas.  
 

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