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Governo Lula prepara pacote de socorro a empresas afetadas por tarifaço de Trump


Plano prevê crédito subsidiado, prorrogação de dívidas e apoio à folha de pagamento; cerca de 10 mil empresas podem ser atingidas pelas novas tarifas

Publicado: 06/08/2025

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião Plenária Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Do Brasil 247

Diante da entrada em vigor das novas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preparado para socorrer as empresas afetadas. As medidas foram elaboradas por um grupo interministerial e visam mitigar os impactos econômicos da decisão unilateral do governo de Donald Trump, que atingirá setores estratégicos da economia brasileira.

Segundo informações obtidas por veículos como Bloomberg Línea e CNN Brasil, o pacote de ajuda inclui uma linha de crédito com juros subsidiados, operada pelo BNDES, com uso de um fundo garantidor público. O objetivo é oferecer capital de giro a empresas exportadoras que perderem competitividade com a entrada em vigor das tarifas.

Também está prevista a prorrogação de prazos de pagamento de dívidas de companhias afetadas e a possibilidade de aquisição, por parte do governo federal, de estoques encalhados ou produtos destinados à exportação. A ideia é evitar perdas imediatas e manter a atividade econômica em funcionamento.

Outra medida em estudo é o apoio parcial à folha de pagamento de empresas exportadoras, como ocorreu durante a pandemia, para preservar empregos em setores atingidos. Além disso, o governo pretende reforçar os mecanismos de seguro à exportação, ampliando a cobertura contra inadimplência e riscos comerciais.

Para viabilizar financeiramente o pacote sem comprometer a meta fiscal, está em análise a liberação de crédito extraordinário por meio de medida provisória ou decreto, o que permitiria agilidade na implementação das medidas.

O plano de contingência foi entregue ao presidente Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no fim de julho. Também participaram da elaboração os ministérios do Desenvolvimento, Relações Exteriores e Casa Civil. A depender da efetivação plena das tarifas, o pacote poderá ser acionado imediatamente.

A estimativa do governo é que cerca de 10 mil empresas brasileiras sejam diretamente impactadas pela medida norte-americana. Só no estado de São Paulo, calcula-se que os efeitos do tarifaço possam provocar queda de até 2,7% no PIB estadual e a perda de até 120 mil postos de trabalho. Os setores mais expostos são os de carne bovina, café, suco de frutas, aço e aeronaves.

Apesar da gravidade da situação, o Palácio do Planalto mantém a disposição de buscar uma solução negociada com os Estados Unidos. "Seguimos abertos ao diálogo, mas o Brasil não ficará parado diante de medidas que atentam contra sua economia", afirmou uma fonte do governo ao longo da última semana.

A taxação adicional foi anunciada por Trump em julho e elevou para 50% a alíquota sobre grande parte das exportações brasileiras para os EUA. O novo pacote, que entrou em vigor nesta quarta-feira (6), inclui exceções, mas ainda assim abrange aproximadamente 4% das exportações totais do Brasil para o mercado norte-americano.

O governo brasileiro acompanha de perto os desdobramentos e promete agir com firmeza para proteger a indústria nacional e os empregos ameaçados pela escalada protecionista norte-americana.



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