SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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ISP debate valorização dos serviços públicos como algo fundamental após a pandemia

19/05/2020




Enquanto o mundo chega a conclusão de que todos os países devem promover um investimento forte em serviços públicos para atender a sua população e resguardá-la de situações como a da pandemia do novo coronavírus, o governo Bolsonaro não cessou o seu projeto de desmonte dos serviços públicos brasileiros. Para ajudar estados e municípios, Bolsonaro propõe o congelamento dos salários de todos os servidores públicos federais, estaduais e municipais até dezembro de 2021.  

Para a secretária-geral da Internacional dos Serviços Públicos (ISP), a italiana Rosa Pavanelli, deve-se buscar uma valorização potente dos serviços e das políticas públicas no mundo no cenário pós-pandemia. A afirmação foi feita durante a live da ISP Interaméricas, que contou ainda com a participação da secretária Sub Regional da ISP-Brasil, Denise Motta Dau, do secretário Regional da ISP Interaméricas, Jocélio Durmmond,   da diretora do ISP, Juneia Batista, e do presidente da CNTSS e membro integrante da ISP, Sandro de Oliveira.  

No centro do debate esteve a campanha do ISP: Trabalhadores protegidos salvam vidas, que tem como prioridade o reconhecimento da contaminação por Covid-19 como doença do trabalho. Denise Dau destacou que o Brasil é o segundo país com maior número de trabalhadores da saúde contaminados e mortos, tendo superado Espanha e Itália, juntos. 

"Temos um presidente que infelizmente estimula o rompimento da quarentena e causa problema no enfrentamento da pandemia. Já são dois ministros da Saúde que saem do governo por não concordarem com as práticas defendida por Bolsonaro", disse Dau, para em seguida comentar que a campanha mundial da ISP com o mote "Vidas acima do lucro" ganha relevância cada vez maior a medida que a crise da pandemia avança. 

Para Drummond e Pavanelli é urgente buscar novos aliados na luta em defesa do serviço público. Segundo Drummond, um dos caminhos passa por uma reforma fiscal e tributária ampla no mundo, que traga recursos ao setor público. Ele defendeu o fim dos subsídios dados a empresas que não retornam para sociedade e representam bilhões em dinheiro público que se "joga no lixo". A ISP dará início a um estudo para mostrar como esses subsídios prejudicam os países ao redor do mundo.

"Esse debate tem que fazer parte da discussão em defesa dos serviços públicos", defendeu. 

No debate, também foi discutida a importância de se dar visibilidade maior ao que vem passando os profissionais na linha de frente do combate à pandemia para que fique claro o quanto é necessário investir nos serviços públicos. 
 

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