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Julho Amarelo previne e combate as hepatites virais


O Núcleo dos Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sindsep-PE alerta para a importância da vacinação, da prevenção e dos exames de sangue

Publicado: 29/07/2026

O Julho Amarelo é a campanha nacional de conscientização, prevenção e combate às hepatites virais. A campanha é um alerta sobre essas doenças silenciosas que afetam o fígado, principalmente das pessoas idosas.

O Núcleo dos Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sindsep-PE alerta para a importância da vacinação, disponível no SUS para os tipos A e B, dos cuidados diários, como o uso de preservativos nas relações sexuais e o não compartilhamento de objetos cortantes, como lâminas, alicates e seringas, além da realização de exames de sangue para detectar o vírus precocemente.

"Estamos terminando o mês de julho, que é dedicado ao combate às hepatites virais. Mas esse cuidado deve ser permanente. Por isso, estamos convocando as nossas servidoras e os nossos servidores a se vacinarem, a se prevenirem contra a doença e a realizarem os exames de sangue", comentou a coordenadora do NAP, Ana Melo.

As hepatites virais são infecções que, na maioria das vezes, não apresentam sintomas. Por isso, a prevenção é fundamental. Quando presentes, os sintomas podem se manifestar como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. As hepatites constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

Do que se trata?

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, o vírus da hepatite D (mais comum na Região Norte do país) e o vírus da hepatite E, menos frequente no Brasil e encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B, C e D frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhece que está infectada. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.

Atualmente, essas infecções provocam aproximadamente 1,3 milhão de mortes no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites virais. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de óbitos por ano devido às hepatites B e C, por exemplo, é superior ao número de mortes por HIV e comparável ao número de óbitos por tuberculose.



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