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Lula critica guerras, cobra multilateralismo e reage aos ataques de Trump pelo mundo


Presidente questiona ameaças globais, pede fortalecimento da ONU e defende Cuba e África do Sul

Publicado: 20/04/2026
Escrito por: Brasil de Fato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (18) a atuação de líderes mundiais em conflitos internacionais durante a 4ª reunião de Alto Nível do Fórum de Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. O chefe do Executivo brasileiro lamentou o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e voltou a defender o multilateralismo.

“Nenhum presidente, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento”, cobrou.

Lula também se referiu diretamente a Donald Trump e mencionou as agressões dos Estados Unidos contra o Irã

“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite, com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra. E todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho”, disse.

Em outro momento, o presidente brasileiro questionou os impactos dos conflitos bélicos nas condições de vida da população pelo mundo. Ele destacou que as “irresponsabilidades de guerras” mexem com os preços e o custo de vida e que a ONU “não pode silenciar” sobre o cenário.  

“Ou seja, é o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras? Nós temos mais de 760 milhões de pessoas passando fome, além de milhões de pessoas analfabetas, que não têm energia elétrica. Milhões de pessoas morreram porque não tinha vacina contra Covid-19”, lembrou. 

O presidente também demonstrou preocupação com Cuba e defendeu o fim do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos à ilha. Nas palavras de Lula, o mundo não pode ficar quieto diante do “maldito bloqueio” exercido pelo governo Trump.  

Lula também saiu em defesa do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, diante da possibilidade de exclusão da África do Sul do G20.

“Vamos brigar, [Cyril] Ramaphosa, para você ir para o G20 nos Estados Unidos, porque o presidente americano não tem o direito de tirar você do G20, porque ele não é dono do G20. Então, se prepare para você ir aos Estados Unidos ficar lá na porta para entrar no G20”, disse.

A fala faz referência a uma declaração anterior de Trump, que afirmou que não convidaria a África do Sul para a próxima cúpula do grupo, prevista para dezembro, em Miami.

Trump alegou o que seria um “genocídio” de fazendeiros brancos na África do Sul, apesar de não apresentar provas sobre a acusação. O governo sul-africano nega o cenário e a versão é contestada por especialistas.

A 4ª reunião de Alto Nível do Fórum de Defesa da Democracia reúne chefes de Estado e de governo para discutir o fortalecimento das instituições democráticas e os desafios globais. Criado em 2024 por líderes progressistas, o fórum busca ampliar a articulação internacional diante do avanço de movimentos autoritários.



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