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Mais de 3 mil entidades e personalidades assinaram pedido de impeachment

Fonte: Ascom Sindsep-PE
15/07/2020




Cerca de 200 pessoas promoveram um ato nessa terça-feira (14) nos gramados da Esplanada dos Ministérios. Representantes de organizações sociais, movimento sindical, partidos políticos de esquerda, além de economistas, juristas e músicos brasileiros entregaram o 50º pedido de impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL) ao Congresso Nacional. Desta vez, assinado por entidades como a CUT, Condsef/Fenadsef, Sindsep-PE,  União Nacional dos Estudantes (UNE) e Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), totalizando 855 entidades da sociedade civil.

Também assinaram o pedido 2.580 cidadãos. Entre eles, personalidades como o compositor Chico Buarque, o ex-jogador Walter Casagrande, o músico Arrigo Barnabé, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira e o padre Júlio Lancellotti. A peça também contém as assinaturas do jurista Fábio Konder Comparato, da ex-procuradora Deborah Duprat, do jornalista Juca Kfouri e do ator Gregório Duvivier. 

O pedido de impeachment aponta vários crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo presidente, como a maneira que ele tem gerido a crise da epidemia de Covid-19, ataques à imprensa, direcionamento ideológico de verba no setor audiovisual e condutas irregulares na área ambiental. 

“São várias as ações cometidas pelo Governo que não demonstra nenhum respeito para com o povo brasileiro e para com o Brasil. Graças ao seu despreparo, milhões de brasileiros já foram infectados e mais de 74 mil mortes já foram registradas. Isso oficialmente! Isso é um verdadeiro genocídio”, destacou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

Durante o ato simbólico que marcou a entrega do documento, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou a importância da mobilização popular em torno do pedido. Ele lembrou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou publicamente que “impeachment se dá por clamor popular”. Por isso, Sérgio destacou que o pedido é apenas o primeiro passo da campanha #ForaBolsonaro. 

"Não temos ilusão de que eles vão aprovar o pedido se não tiver pressão popular. O passo mais importante vem agora e é mobilização com o povo brasileiro pedindo nas ruas para que o Brasil volte a ter esperança e volte a crescer”, disse Sérgio Nobre.

Crise social e econômica

Caso Bolsonaro não seja afastado do Governo, haverá uma crise social e econômica sem precedentes no Brasil. Porque tudo o que esse governo faz visa prejudicar os trabalhadores e as pequenas e médias empresas nacionais para favorecer os grandes empresários nacionais e estrangeiros. Agora, o  ministro da Economia, Paulo Guedes, quer liquidar de vez com o regime de trabalho vigente no país e inaugurar o tempo do regime de contratação por hora trabalhada, acabando com o salário mensal. Se o projeto for realizado, todos os trabalhadores do país serão precarizados, como os entregadores dos aplicativos. Segundo matéria do site UOL, o governo deve enviar ao Congresso a proposta para criar o regime de contratação por hora trabalhada.

"Além disso, toda a condução da economia tem sido desastrosa. Isso porque esse governo promove uma política ultraliberal que reduz ao máximo os investimentos em políticas sociais e de emprego para garantir o pagamento da dívida pública e beneficiar apenas aquele 1% de milionários brasileiros", comentou o secretário geral do Sindsep-PE, Felipe Pereira.     

Próximos passos

Os parlamentares de esquerda farão a sua parte no Congresso nacional. Deputados como Erika Kokay (PT-DF), Natália Bonavides (PT-RN), Paulo Pimenta (PT-RS) e Carlos Zarattini (PT-SP) receberam o documento entregue pelas lideranças dos movimentos e se comprometeram a entregá-lo à mesa diretora da Câmara. “Vamos encaminhar o documento e lutar para que, dentro do Congresso, o pedido siga em frente, seja analisado, que Maia abra o processo, e para isso, precisamos de mobilização popular contra esse genocida entreguista que quer acabar com o povo brasileiro”, afirmou Zarattini.

Enquanto as medidas impostas pela pandemia impedem a população de tomar as ruas, todos podem fazer postagens nas redes sociais marcando @Rodrigomaia e cobrando  do deputado  a análise dos cinquenta pedidos de impeachment protocolados. 
 

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