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Meio milhão de mortes no Brasil e CPI fecha cerco contra Bolsonaro

Fonte: Ascom Sindsep-PE
21/06/2021



 

O Brasil passa por um dos momentos mais tensos e caóticos de sua história. Enquanto a população brasileira voltou às ruas, no último sábado (19), para pedir o afastamento do presidente Jair Bolsonaro por crime de responsabilidade devido a forma irresponsável com que ele lida com a pandemia do novo coronavírus, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid inicia uma nova fase e o mandatário mor do país vê o cerco se fechar contra ele. Há uma expectativa grande para saber qual será a reação de Bolsonaro nos próximos dias, diante das novas pressões das mobilizações de rua e da Comissão. 

Nos próximos dias, a CPI deverá fazer uma convocação para que Bolsonaro apresente – por escrito – as razões que o levaram a endossar a política de saúde que matou as mais de 500.000 pessoas no Brasil. O grupo majoritário da CPI quer incluir Bolsonaro no rol de investigados. A pedido da Comissão, um grupo de juristas estuda os crimes que podem ser imputados a Bolsonaro e a outras autoridades por ações e omissões no combate à pandemia. Em live, realizada na última quinta-feira (17), Bolsonaro voltou a defender a imunidade de rebanho, revoltando a população brasileira. 

Espera-se ainda a convocação de algum filho de Bolsonaro e o clima ficará bem tenso. Além disso, o relator da CPI, Renan Calheiros, anunciou, na última sexta-feira (18), que 14 pessoas passaram da condição de testemunhas para investigadas. Entre elas o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ex-titular da pasta Eduardo Pazuello e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten. A CPI da Covid mapeou, no último mês, pelo menos 38 declarações contraditórias ou falsas de depoentes: o líder das mentiras seria o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. De acordo com o levantamento com base em provas, Pazuello haveria pronunciado 15 mentiras.  

Um golpe?

Enquanto isso, Bolsonaro busca se fortalecer com uma articulação junto aos policiais militares e aos milicianos espalhados pelo Brasil. Aliados que podem ser convocados quando ele se sentir acuado pela possibilidade de impeachment ou logo depois da eleição de 2022, caso o presidente a perca. O mesmo já aconteceu nos Estados Unidos, com Donald Trump, e voltou a se repetir agora, no Peru, com Keiji Fujimori. O que mostra que essa vem sendo uma estratégia da ultradireita global. Além disso, Bolsonaro loteou o governo federal com militares que relutarão em perder o espaço conquistado junto à administração pública civil.

“O que resta à população brasileira é continuar promovendo atos de rua para mostrar a sua insatisfação com este homem ocupando a Presidência. Bolsonaro ameaça a democracia toda vez que ele ou sua família é investigada. Mas, com o povo nas ruas, eles não conseguirão dar um golpe. E a pressão deve ser pelo impeachment, para podermos estancar as mortes dos brasileiros e brasileiras e para retomarmos o crescimento econômico com geração de emprego para todos e todas”, comentou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 
 

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