SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Mesmo repreendido pelo Ministério Público, Ricardo Salles volta a atacar servidores

Fonte: Ascom Sindsep-PE
11/09/2019



A crise ambiental no Brasil está longe de chegar ao fim. Ao contrário, só se agrava. Isso por conta do desastre do governo Bolsonaro em todos os setores, mas, sobretudo, na área ambiental, que tem como ministro Ricardo Salles, uma pessoa sem nenhuma qualificação para a área e ainda responde processo por crime contra o meio ambiente. O esvaziamento da pasta, corte de recursos, a perseguição a funcionários e o assédio moral nos órgãos são uma constante no Ministério do Meio Ambiente.

Por conta da incompetência do ministro e pelas declarações irresponsáveis que ele tem dado em relação à crise do meio ambiente, com destaque para aos incêndios na Amazônia, o Ministério Público Federal recomendou que Salles adote medidas de combate ao desmatamento e que evite declarações que desqualifiquem o trabalho do Ibama e do Instituto Chico Mendes (ICMBio). Mas parece que a orientação não fez efeito.

O ministro foi para a imprensa acusar servidores do ICMBio de gastar indiscriminadamente com gasolina e manutenção dos veículos utilizados pelo órgão. Em resposta, a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialistas em Meio Ambiente (Ascema) publicou nota rebatendo as acusações e exigindo providência do Ministério para sanar a crise ambiental, além de cobrar competência dos gestores para assumir tais funções.

“Em vez de alardear suspeitas de irregularidades e tentar colocar a sociedade contra o corpo de servidores do ICMBio, os dirigentes poderiam se dar ao trabalho de conhecer como funciona a gestão das unidades de conservação sob sua responsabilidade, as dificuldades enfrentadas pelos servidores para proteger nosso patrimônio ambiental”, diz trecho da nota.

PROPOSTAS
Na semana passada, a Ascema entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), uma carta com propostas dos servidores dos órgãos ambientais para solucionar a crise no setor. Entre elas está a troca do ministro Ricardo Salles. As propostas também foram apresentados durante audiência pública (foto)na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, no dia 5 de setembro, que discutiu políticas ambientais e povos indígenas. A Condsef/Fenadsef também participou da audiência e exigiu providências imediatas à crise ambiental.

A carta faz um histórico sobre o desmonte e omissão do governo em relação ao meio ambiente e critica a falta de experiência na área e desqualificação dos gestores que estão à frente dos órgãos. Representando a Condsef/Fenadsef na audiência, a secretária de Administração da entidade, Jussara Grifo defendeu a realização de concurso público e acusou o governo de praticar assédio moral contra os servidores.

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