SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Ministro da Economia faz novas ameaças à soberania nacional e aos servidores públicos

Fonte: Ascom Sindsep-PE
12/09/2019



Às vésperas de ser aprovada no Senado Federal - último estágio de tramitação antes de virar lei -, a reforma da Previdência, agora, vem sendo apontada como um paliativo, mas que não irá resolver os problemas do Brasil. Essa é a narrativa do governo e da mídia, para justificar mais reformas que prejudicam a população, como a tributária e a possibilidade de ressuscitar a CPMF, o importo sobre as transações financeiras. Antes, a reforma da Previdência vinha para “salvar o Brasil e alavancar o desenvolvimento econômico”. Agora, a mídia já tenta massificar uma nova narrativa de que acabar com a aposentadoria dos brasileiros não é suficiente, é preciso mais reformas.

E quem ganha com isso? O mercado! O governo de Bolsonaro só tem um objetivo: favorecer o capital em detrimento da classe trabalhadora e da soberania nacional. O desmonte do Estado está na linha de frente das próximas ações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, em entrevista ao jornal Valor Econômico, disse que pretende privatizar todas as estatais de uma só vez, defende o fim da rubrica obrigatória para saúde e educação e ameaça o funcionalismo público. Na semana passada, o governo já tinha sinalizado para a possibilidade de acabar com a estabilidade dos servidores federais e reduzir salários.

“Os constituintes tentaram fazer a transformação do Estado, disseram que tínhamos que ter mais saúde e educação e carimbaram o dinheiro. (...) Somos escravos do dinheiro carimbado. Vamos descarimbar”, diz o ministro na entrevista. Em outro trecho, Paulo Guedes ataca os servidores federais: “Os representantes do povo são votados para estabelecer as prioridades do gasto público e não para conceder aumentos automáticos de salários para o funcionalismo, aposentadoria privilegiada”.

Em entrevista ao site da CUT Nacional, o economista da Unicamp, Felipe Roz, rebateu ponto a ponto as propostas de Paulo Guedes. Sobre o ataque ao funcionalismo e o corte na educação e saúde, Roz disse que o ministro “quer desobrigar o pagamento dos salários do funcionalismo,  desindexar os benefícios sociais para que não sejam reajustados pela inflação e desvincular os gastos mínimos com  saúde e educação.

Sobre privatizar tudo de uma vez, o economista afirmou que não irá resolver o problema da crise econômica, até porque muitas estatais geram emprego e renda. “A Petrobras, por exemplo, gera um impacto econômico importante para o país”, diz, para completar: “As medidas econômicas adotadas pelo governo [Bolsonaro] são insuficientes para a retomada do crescimento e melhora da situação fiscal, e, mais que isso: podem piorar a situação da população ao atacar o gasto obrigatório do Estado com saúde e educação”.

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