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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 15/08/2016
Do Brasil 247
Um levantamento dos jornalistas Andrea Jubé, Fábio Pupo e Bruno Peres confirma que, desde o início do golpe parlamentar de 2016, o Brasil não é mais um país de sistema político presidencialista, mas sim parlamentarista.
Como quem decide quem governa ou não o País é o Congresso Nacional, e não mais os eleitores que votam para presidente, o interino Michel Temer já recebeu 72 parlamentares em 90 dias de interinidade, mais do que os 66 recebidos pela presidente eleita em um mandato e meio.
Dilma era criticada por "não ouvir" o parlamento – ou seja, não ceder a todas as chantagens de deputados e senadores.
Para se consolidar no cargo, Temer confere prioridade total aos deputados e senadores, que passaram por cima de 54 milhões de votos. Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), que foi líder do governo Dilma, o interino faz a "política do varejo" no Congresso, tentando acomodar todos os interesses.
No fim de agosto, ele precisará de 54 votos no Senado para continuar no poder e o toma-lá-dá-cá ficou explícito quando o senador Hélio Gambiarra (PSD-DF) ganhou a Secretaria de Patrimônio da União e disse ter poderes até para "nomear uma melancia".