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Nosso time avança sobre o campo adversário


Caso o PL que trata da regulamentação coletiva seja aprovado na Câmara dos Deputados, venceremos o primeiro tempo da partida

Publicado: 02/07/2026

O jogo para a aprovação do PL 1893/26, que trata da regulamentação da negociação coletiva no setor público, entrou em uma nova fase e a pressão no campo político será fundamental para a vitória. 

Depois do projeto ter entrado em regime de urgência, devido à influência exercida pelos representantes sindicais das servidoras e servidores, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) apresentou nessa quarta-feira, 1º de julho, o parecer ao Projeto! É mais um avanço sobre o campo adversário.

Com isso, é possível que o projeto siga para votação direto ao Plenário da Câmara dos Deputados. Caso aprovado, venceremos o primeiro tempo da partida! Depois disso, ele seguirá para o Senado, onde teremos que fazer novas movimentações. 

“Até lá a palavra de ordem é pressão. Não podemos descansar e abrir espaço para os deputados do centrão e extrema direita. Todos contrários aos direitos das trabalhadoras e trabalhadores. Vamos seguir juntos, fortalecendo a nossa maior tática que é a da mobilização”, comentou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

Bola fora 

No entanto, o deputado André Figueiredo não cumpriu uma promessa feita ao movimento sindical. O seu parecer trouxe modificações que não foram acordadas com os representantes da categoria. 

Nesta sexta-feira (02), representantes das entidades sindicais irão se reunir para analisar o parecer a partir do que foi construído pelo Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração da proposta. As assessorias jurídicas das Centrais Sindicais já estão avaliando o relatório.  

“Estamos avançando, mas houve alterações que ferem a representação sindical. E a CUT é contrária a qualquer tipo de alteração”, comentou o diretor da CUT e da Condsef/Fenadsef, Pedro Armengol, que foi um dos integrantes do GT. 

As entidades sindicais e representantes do governo irão intensificar a mobilização para assegurar que o texto enviado e acordado no GT seja mantido e aprovado. 

 “É fundamental que este projeto fortaleça os sindicatos como representantes das servidoras e servidores de modo a termos forças para negociarmos e garantirmos os direitos de todas e todos, além de lutarmos por novas conquistas. Importante ficarmos de olho para que a direita não tente emendar o projeto de modo a prejudicar a todos”, comentou José Carlos.



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