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O Apito de Cachorro de Eduardo Bolsonaro: Uma Ameaça Codificada à Democracia


Recentes ameaças de Eduardo Bolsonaro ao ministro Moraes se encaixam bem no conceito de ‘apito de cachorro’ para incitar violência

Publicado: 10/09/2025

Do GGN

A expressão “apito de cachorro” é uma metáfora poderosa para descrever mensagens que, embora pareçam inofensivas ou vagas para o público em geral, são perfeitamente compreendidas por um grupo específico — geralmente extremistas ou seguidores radicais. No caso de Eduardo Bolsonaro, suas recentes ameaças ao ministro Alexandre de Moraes e à sua família se encaixam perfeitamente nesse conceito.

A ameaça velada

Durante uma transmissão ao vivo, Eduardo Bolsonaro afirmou que iria “atrás” de Moraes, de sua esposa e de seus filhos. Embora tenha tentado justificar suas palavras como parte de uma postura “agressiva para ser pacífico”, o conteúdo da mensagem é claro: trata-se de uma ameaça direta, com potencial de incitar violência por parte de seus seguidores mais radicais.

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Esse tipo de discurso não é novo no bolsonarismo. Desde os tempos em que Jair Bolsonaro era deputado federal, frases de efeito e provocações contra instituições democráticas faziam parte da estratégia de mobilização. Mas o que antes era visto como bravata, hoje se transforma em risco concreto, especialmente diante do histórico da família com milícias e grupos armados.

As raízes profundas da violência

A trajetória política dos Bolsonaro está marcada por relações perigosas. Jair Bolsonaro emergiu dos porões da ditadura militar, onde operavam os setores encarregados de tortura e repressão. Mais tarde, seus filhos estabeleceram vínculos com milicianos do Rio de Janeiro, como Adriano da Nóbrega, ex-chefe do Escritório do Crime.

Adriano foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Sua mãe e sua ex-esposa trabalharam no gabinete do então deputado estadual. Após se tornar foragido, Adriano foi morto em uma operação policial cercada de suspeitas — muitos acreditam que foi uma queima de arquivo, dado o que ele sabia sobre os bastidores do poder.

Mortes e silêncios

Diante desse histórico, as ameaças de Eduardo Bolsonaro não podem ser tratadas como simples exageros retóricos. Elas são parte de uma estratégia de intimidação, que visa enfraquecer instituições e criar um clima de medo.

O contexto internacional

Eduardo está nos Estados Unidos, onde busca apoio do movimento MAGA, liderado por Donald Trump. O presidente norte-americano tem feito insinuações sobre intervenções armadas e sanções contra autoridades brasileiras, como Alexandre de Moraes. A Lei Magnitsky, usada para punir violações de direitos humanos, já foi aplicada contra o ministro, e novas ações estão sendo cogitadas.

O silêncio das instituições

Em um país com normas mínimas de conduta parlamentar, Eduardo Bolsonaro já teria sido cassado. Mas o Congresso permanece inerte, enquanto a escalada retórica continua. O risco é que esse silêncio institucional seja interpretado como permissão — e que novas ameaças se convertam em ações concretas.

Conclusão

O “apito de cachorro” de Eduardo Bolsonaro é mais do que uma metáfora: é um alerta. Quando líderes políticos usam sua influência para incitar violência, a democracia está em risco. Cabe à sociedade, às instituições e à imprensa denunciar, resistir e exigir responsabilização.



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