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O crescimento do fascismo é uma ameaça à democracia, à liberdade e aos trabalhadores

14/01/2015



E a Europa está prestes a explodir! Após seis anos de arrocho neoliberal, a crise econômica, o desemprego e o esfacelamento do padrão de vida dos trabalhadores e da classe média levaram os europeus a um estado de tensão constante em torno do desemprego e da falta de perspectiva para o futuro. A situação criou um aumento da rejeição ao estrangeiro, o medo da  'islamização da sociedade' e alimentou a extrema direita, dando espaço para o terrorismo.
 
O atentado da última quarta-feira (7) no jornal satírico francês Charlie Hebdo trouxe à tona o debate sobre a política social e econômica adotada por diversos países do continente nos últimos anos. A Europa tem hoje 120 milhões de pobres e 27 milhões de desempregados, além de oito milhões de imigrantes sem papeis.
 
Os imigrantes e seus descendentes franceses, que sempre foram tratados com grande preconceito por boa parte dos franceses ‘puros’, passaram a ser observados como um estorvo pela extrema direita nacionalista. 
 
Foi sob essa tensão que ocorreu o massacre de 12 integrantes do Charlie Hebbo, considerado como uma revista de esquerda que tecia fortes crítica à direita nacional e às mais diversas religiões, desde o Islã, ao cristianismo e judaísmo. Os seus integrantes eram ateus, em sua maioria, e acreditavam que as religiões são um mal para a humanidade e deveriam ser combatidas, apesar de correrem risco de morte. 
 
Risco que acabou se concretizando diante da situação em que se encontra o País. Pior, o atentado contribuiu para que aflorasse um preconceito e uma ojeriza ainda maior contra os descendentes de imigrantes, fortalecendo a extrema direita, o fascismo e as organizações racistas e xenófobas, combatidas pelo Charlie Hebbo.
 
Milhares de pessoas foram às ruas em diversas cidades francesas, nos últimos dias, defender a ‘liberdade de expressão’, enquanto já se começa a registrar os primeiros atentados contra os imigrantes e seus descendentes. Na comissão de frente da principal coluna da manifestação, que reuniu um milhão de pessoas, ao lado do presidente François Hollande e da chanceler alemã, Angela Merkel, estava o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu! O mesmo que acaba de se aliar à extrema direita para transformar o estado israelense em um estado religioso. O mesmo que foi responsável por alguns dos mais impiedosos massacres do século XXI, contra populações civis encurraladas por Israel na Faixa de Gaza. 
 
Com a extrema direita francesa de Marine Le Pen crescendo eleitoralmente, os assassinos de Paris não só atingiram vidas humanas e a liberdade de expressão, mas também contribuíram para a polarização entre dois tipos de fundamentalismo: o islâmico e o neo-fascista europeu. Importante destacarmos que milhares de alemães também estão indo às ruas contra a ‘islamização’.
 
“O fascismo é uma das maiores formas de opressão, exploração e intolerância. É um fenômeno econômico que propaga os interesses do grande capital em disciplinar a ferro e fogo a classe trabalhadora. É um fenômeno político que institui o totalitarismo, ou seja, a repressão estatal para eliminar qualquer dissidência ou oposição. É um fenômeno social que reprime a liberdade individual”, dispara a coordenadora geral do Sindsep-PE, Graça Oliveira.
 
Por isso, a importância da defesa da democracia brasileira, como um dos nossos maiores direitos, e a negação de qualquer movimento que queira nos levar a um caminho obscuro, como as mobilizações promovidas por pequenos grupos, nos últimos dias, pregando o impeachment de uma presidente recém eleita pela população e o retorno das Forças Armadas ao poder.  
 
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