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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 26/02/2026
O embate entre os políticos de esquerda e direita no Congresso Nacional reproduz a luta de classes que se dá na sociedade brasileira. Enquanto a esquerda defende os interesses da classe trabalhadora, a direita protege os empresários que financiam suas campanhas.
E o debate pela redução da escala 6x1 deixa isso muito claro. A direita brasileira, pautada pela classe empresarial, assumiu publicamente que vai atuar para impedir a votação do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados.
Em evento com empresários realizado na última segunda-feira (23), em São Paulo (SP), os presidentes do PL, Valdemar da Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, admitiram que trabalham para segurar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a tramitação começou a avançar.
“Enquanto isso, os grandes meios de comunicação brasileiros, que ganham dinheiro com os anúncios da classe empresarial, fazem uma cobertura do assunto propagando o terror por meio de mentiras a respeito do fim da escala. Segundo eles, se concretizada, a proposta irá destruir a economia brasileira”, comentou o diretor de Imprensa do Sindsep, Fernando Lima.
Coincidentemente, em 2026, o salário mínimo completa 90 anos. Quando foi criado, em 1936, também houve quem dissesse que a medida iria “quebrar o Brasil”.
O tempo mostrou o contrário: o piso salarial se tornou um dos pilares da proteção social e do fortalecimento do mercado interno.
Assista ao vídeo acima
E para que serve o desenvolvimento de um país se a sua população não pode desfrutar dele?
Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgado em 12 de fevereiro, apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial.
Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em 10 de fevereiro, concluiu que a redução da jornada para 40 horas semanais teria impacto inferior a 1% no custo operacional de grandes setores como indústria e comércio.
As centrais sindicais defenderam, em nota conjunta divulgada em 10 de fevereiro deste ano, a adoção da jornada de 40 horas semanais com escala 5×2. Para as entidades, a medida é “um passo necessário” para ampliar a empregabilidade, elevar a produtividade e promover o desenvolvimento social.