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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 31/03/2026
O Golpe Civil-Militar de 1964 completa 62 anos neste 31 de março e continua reverberando na vida da população brasileira. Aquele período representou a interrupção da democracia e mergulhou o país em uma etapa obscura e violenta de repressão à liberdade, torturas e assassinatos que se estenderam por 21 anos.
Uma história que jamais poderá ser esquecida. Afinal, relembrar a história é fundamental para não cometermos os mesmos erros do passado. E o Brasil esteve perto de passar por outro período antidemocrático recentemente.
Ao perder as eleições em 2022, Jair Bolsonaro tentou angariar o apoio das Forças Armadas brasileiras para promover mais um ataque à democracia. E só não implantou uma nova ditadura no país por não ter recebido o aval do Exército e dos Estados Unidos da América (EUA).
Sem a anuência militar, a tentativa de golpe fracassou. Os atos de 8 de janeiro de 2023, em que os prédios dos três poderes na capital federal, Brasília, foram depredados por apoiadores do ex-presidente, não tiveram força suficiente para que a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) fosse decretada. Apesar do pedido do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o presidente Lula rejeitou a manobra.
O resultado é que as investigações da Polícia Federal (PF) acabaram descobrindo toda a trama e levaram Bolsonaro, seus aliados na empreitada e centenas de apoiadores à prisão.
Bolsonaro 2.0
Com Bolsonaro preso, seus filhos entraram em ação. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi aos EUA e articulou a imposição de taxas aos produtos brasileiros exportados para aquele país, o que causou um enorme prejuízo para milhares de empresários e trabalhadores. Só revertidos devido a atuação e articulação do governo Lula.
Mais recentemente, o senador Flávio Bolsonaro (PL) colocou o seu nome para disputar a Presidência da República e negocia o apoio de Donald Trump para as próximas eleições. Com a vitória nas urnas, os filhos querem a liberdade do pai. Em troca, entregarão as riquezas brasileiras aos Estados Unidos.
Em uma enorme traição à pátria e à soberania nacional, o filho 01 de Bolsonaro ofereceu o Brasil de bandeja para os norte-americanos durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, em inglês), realizada nos EUA, no último sábado (28). Depois de dizer que era o Bolsonaro 2.0, Flávio Bolsonaro fez o maior discurso entreguista da nossa história.
Teve pedido explícito de atenção dos EUA a eleição brasileira, menções a monitoramento externo e pressão diplomática, além da entrega de terras raras, sem nenhuma contrapartida. "A solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras", disse.
Além de Eduardo e Flávio, vários golpistas, deputados federais e senadores de direita, militam e se articulam no Congresso Nacional com pautas para prejudicar o atual governo.
Dois projetos para o Brasil
A próxima eleição presidencial brasileira será fundamental para o futuro deste país. Estamos diante de dois projetos. A polarização não é mais entre esquerda-direita, entre lulistas-bolsonaristas. É entre democracia e entreguismo, civilização e barbárie.
Teremos o projeto caótico dos Bolsonaros que querem rifar as riquezas nacionais em troca de se manterem no poder, promovendo uma roubalheira generalizada e beneficiando a elite financeira deste país. Ou será que ninguém mais lembra dos escândalos das rachadinhas, dos milhões gastos para compra de mansões e do envolvimento com assassinos das milícias cariocas?!
Por outro lado, teremos a possibilidade de escolher a continuidade do governo Lula, que vem garantindo a soberania nacional e promovendo o avanço de políticas públicas e sociais, como o aumento do Bolsa Família, a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e uma redução drástica do desemprego, da fome e da desigualdade, garantindo uma melhoria da qualidade de vida para todas as brasileiras e brasileiros deste país.
Nas próximas eleições, poderemos garantir a consolidação da democracia e o avanço de políticas sociais!
Depois de anos do governo Bolsonaro com o aumento do desemprego e da desigualdade, redução de investimentos públicos em todas as áreas e congelamento salarial, tivemos a reestruturação da economia e a abertura de mesas de negociação no serviço público, reajustes anuais de salários e benefícios, além de novos concursos públicos.
Importante lembrarmos da atuação dos parlamentares do Centrão e da extrema direita bolsonarista. Políticos de partidos como o PL, Republicanos, União Brasil, Podemos, PP, PSD, PSDB, MDB, PRD e Novo votaram constantemente contra os interesses da sociedade e propuseram uma Reforma Administrativa com o objetivo de promover o desmonte dos serviços públicos. Esses não merecem os nossos votos!
Neste novo ano, poderemos avançar em diversas pautas como a taxação das grandes fortunas, o fim da escala 6x1 para todas as trabalhadoras e trabalhadores, transporte público gratuito em todo país, mais concursos e um novo Auxílio Nutrição para aposentadas, aposentados e pensionistas.
Os grandes meios de comunicação, financiados pelos maiores empresários deste país, já escolheram o lado do caos! Não aprenderam com a experiência anterior. Referem-se a Flávio Bolsonaro, inclusive, apenas pelo primeiro nome. Para que a população não faça o elo entre o governo do pai, responsável pela morte de milhares de pessoas durante a pandemia da Covid-19, e a candidatura do filho. Mas as brasileiras e brasileiros não vão se deixar enganar mais uma vez e dirão não ao desmonte deste país.
O futuro do Brasil depende de nós!