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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
(81) 3131.6350 - sindsep@sindsep-pe.com.br
Publicado: 06/11/2026
O conjunto de agentes e investidores que operam no sistema financeiro brasileiro, conhecido como o “Mercado”, está querendo impor a sua agenda de ajuste fiscal ao quarto mandato de Lula. Essa tentativa é um ataque direto à soberania popular, que tem o voto como o seu principal instrumento, e aos compromissos firmados nas urnas pelo presidente.
Durante toda a campanha presidencial, o projeto vencedor deixou claro que o corte indiscriminado de despesas significa, na prática, asfixiar os investimentos em políticas públicas. O povo brasileiro não votou por menos direitos, mas sim pela reconstrução do Estado, pelo equilíbrio econômico e pela centralidade do combate à fome, à saúde e à educação no orçamento público.
“Insistir no receituário da austeridade é ignorar que os recursos destinados ao bem-estar social, por meio de políticas públicas, não são gastos, mas sim o motor indispensável para o desenvolvimento econômico do país”, comentou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.
A lógica do capital financeiro, que enxerga o teto de gastos como um dogma inquestionável, falha deliberadamente ao não levar em consideração que uma nação desigual não prospera apenas equilibrando planilhas às custas da miséria alheia. Reduzir o investimento em políticas sociais é condenar milhões de cidadãos ao desamparo e travar o mercado interno. Afinal, programas como o Bolsa Família movimenta o comercio e o consumo no país, fazendo a roda da economia girar, beneficiando a todos.
O resultado eleitoral demonstrou a rejeição explícita a esse modelo de desmonte. O projeto que prometia o aprofundamento das privatizações e o esvaziamento das obrigações do Estado foi derrotado nas urnas. O presidente eleito reiterou diversas vezes que não aceitará a cartilha do mercado financeiro e que governará para os que mais precisam. Submeter-se à pressão dos especuladores agora seria uma traição ao mandato conferido pela maioria do eleitorado, que escolheu o crescimento com inclusão e justiça social.
Na Live da Vitória, realizada nessa quinta-feira, na internet, o presidente Lula deixou claro qual será a linha do seu quarto mandato: “Eu não posso trair o imaginário desse povo que acreditou. Não posso. Tenho que fazer tudo o que nós prometemos e fazer muito mais, sobretudo tratá-los com respeito e dignidade, porque foram eles que foram para a rua defender o país, a nossa bandeira, a nossa cultura, a educação.”
A soberania democrática deve imperar sobre a ganância e a especulação financeira. O governo federal tem a responsabilidade de manter-se firme contra a chantagem econômica diária do “Mercado” e dos grandes meios de comunicação hegomônicos aliados do sistema financeiro. E, sobretudo, a responsabilidade de honrar a palavra empenhada com o povo.
O progresso de um país se mede pela dignidade e qualidade de vida de sua população, e não pelo humor das bolsas de valores ou pela aprovação de quem lucra com a escassez.