SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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O Sindsep-PE está em luto pelas mais de 200 mil mortes provocadas pela Covid-19

08/01/2021




O Brasil atingiu o triste número de 200 mil mortes provocadas pela pandemia do novo coronavírus, estamos sem vacinação e prestes a alcançar os piores números do contágio da Covid-19. Enquanto isso, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirma que não pode fazer nada, porque o país estaria quebrado, e ameaça um golpe de Estado. 

Este é um dos momentos mais críticos da história do Brasil. Nesta sexta, o total de óbitos registrados é de 200.498, com mais de 7,9 milhões de  casos confirmados. Os números são do consórcio de veículos de imprensa feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Isso porque ninguém confia nos levantamentos feitos pelo Governo Federal. 

Mas epidemiologistas, matemáticos e cientistas de dados calcularam, ao final do ano passado, que o número real de mortes no Brasil era de 50% acima dos dados oficiais. É um excedente não contabilizado que ultrapassa a casa das dezenas de milhares de óbitos pela doença.

O Brasil já tem vacina. O Governo de São Paulo e o Instituto Butantan confirmaram, nessa quinta (7), que a vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica Sinovac Life Science atingiu índice de eficácia de 100% para casos graves e moderados. O estudo clínico realizado no Brasil contou com a participação de 12,4 mil profissionais de saúde voluntários em 16 centros de pesquisa. 

Atraso e mortes

Depois de uma briga política de meses, entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, que só adiou o início da vacinação e aumentou o número de casos e mortes, o Governo Federal acaba de ceder às pressões e anunciou um contrato para compra de 100 milhões de doses de vacina do Instituto Butantan. Em outubro do ano passado, Bolsonaro afirmou que o governo Federal não iria comprar a CoronaVac e mandou cancelar um protocolo de intenções de compra firmado entre o Ministério da Saúde e o Butantan. O presidente também desestimulou o uso de qualquer vacina em lives e redes sociais, provocando medo em uma parcela significativa da população. Enquanto isso, mais de 50 países já vacinam suas populações.  

Agora, depois de muita pressão dos movimentos sociais, políticos de esquerda, imprensa e sociedade em geral, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o acordo com o Butantan prevê fornecimento, até abril, de 46 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 e de outras 54 milhões de doses até o fim do ano. Ou seja, menos da metade dos brasileiros. Como não existe um plano de vacinação em massa, não se sabe se essas pessoas serão mesmo vacinadas até o final de 2021. E os outros 109,5 milhões de brasileiros?  

Um presidente genocida

Enquanto isso, o Palácio do Planalto decretou sigilo de até cem anos do cartão de vacinação de Bolsonaro e de qualquer informação sobre as doses de vacinas que ele tenha recebido ou poderá receber. Ou seja, Bolsonaro irá se vacinar contra a Covid-19. E provavelmente tomará a vacina do Butantan. Mas continuará mentindo, como sempre fez em toda a sua vida, e desestimulando a população a se vacinar para que o governo possa economizar na compra de uma medicação que poderá salvar milhões de pessoas. 

Mas quem disse que Bolsonaro pretende salvar vidas? Em reunião com técnicos do Ministério da Saúde, realizada no último mês de março, uma assessora do ministro da Economia, Paulo Guedes, revelou o que muita gente já suspeitava. Solange Vieira, que é titular da Superintendência de Seguros Privados, declarou que “É bom que as mortes se concentrem entre os idosos… Isso melhorará nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”. 

Essas palavras deixam claro que o presidente foi contra a quarentena, estimulou as aglomerações, foi contra o uso de máscaras e contra o Auxílio Emergencial, aprovado pelo Congresso Nacional, para que os brasileiros e brasileiras mais velhos morressem. Agora ele atrasa, deliberadamente, a vacinação. Ou seja, Bolsonaro é um genocida. 

“Na verdade, ele não consegue fazer nada pelo Brasil porque não sabe o que fazer, nunca fez nada de bom por este país e tem raiva de quem sabe. O que Bolsonaro sabe é quebrar o país, destruir a sua economia, acabar com o mercado de trabalho, puxar o saco dos norte-americanos e provocar a morte de milhares de pessoas com a negação desta pandemia”, comentou o secretário geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira.    
 

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