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O teletrabalho no INSS não é privilégio, mas a saída para as filas virtuais


Sinssp-BR refuta fala de deputado e esclarece realidade vivida pelos servidores do INSS e os problemas que o Instituto vem enfrentando

Publicado: 05/02/2026

Foto: INSS/Divulgação

Do Sinssp-BR
Via Condsef/Fenadsef

O Sinssp-BR (Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência), com base nacional, vem em nota refutar a fala do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), onde afirma que o problema do atendimento do INSS não estaria na falta de servidores, mas na suposta recusa de parte da categoria em cumprir jornada presencial, reproduzida pela colunista Rosane de Oliveira, no Boca no Trombone do portal Zero Hora/GZH e Portal Terra.

A fala do deputado desconsidera a realidade enfrentada diariamente pelos trabalhadores do INSS que seguem atuando sob forte sobrecarga, metas elevadas e problemas de gestão. Eles desempenham atividades que envolvem uma legislação complexa e sistemas ineficientes, o que demanda um esforço considerável para alcançá-las, frequentemente exigindo bem mais que as 8 horas diárias de trabalho. 

É fundamental esclarecer que o trabalho remoto é apenas uma das modalidades de exercício das atividades no Instituto, existem outras como o semi-presencial e o presencial, nas quais os servidores são alocados de acordo com a demanda de trabalho. 

Os servidores em regime de teletrabalho são responsáveis pela análise de benefícios e atuam com metas 30% superiores às do trabalho presencial. Além disso, custeiam integralmente a própria estrutura de trabalho e desempenham suas atividades em condições frequentemente prejudicadas pela instabilidade e pelo funcionamento precário dos sistemas.

Cabe destacar que muitas agências não dispõem atualmente de estrutura adequada para receber os servidores. Em diversas unidades, reformas realizadas nos últimos anos resultaram na redução do número de guichês e dos espaços destinados ao atendimento, o que limita a capacidade de acomodação e de organização do trabalho presencial. Soma-se a isso o fato de que parte dos equipamentos de informática e da infraestrutura de internet encontra-se defasada, o que compromete o desempenho dos sistemas e dificulta a análise dos processos.

É fundamental esclarecer que o teletrabalho no INSS não é um privilégio para os servidores, pelo contrário, sem essa modalidade de trabalho as filas virtuais estariam ainda mais extensas do que o divulgado, uma vez que as condições físicas e de trabalho nas agências de atendimento não seriam capazes de proporcionar a agilidade necessária para atender a grande quantidade de brasileiros que aguardam a análise de seus processos. 

Declarações como essa apenas aprofundam a desvalorização do serviço público e ignoram o esforço real de uma categoria que segue trabalhando além dos limites para assegurar direitos da população brasileira. Valorizar os servidores é condição essencial para reduzir filas, melhorar o atendimento e fortalecer o INSS — o caminho oposto ao da desinformação e da culpabilização de quem está na linha de frente.



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