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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
(81) 3131.6350 - sindsep@sindsep-pe.com.br
Publicado: 20/10/2026
Vamos conversar abertamente, servidor e servidora? Você certamente tem acompanhado o debate eleitoral e ouvido promessas de "modernização do Estado". Mas é fundamental olharmos por trás dos discursos e entender o que a proposta de mudar a Constituição significa na prática para a sua vida.
O candidato de extrema direita à Presidência da República tem defendido abertamente um "tesouraço" para cortar despesas e enxugar a máquina pública, utilizando a lógica do Estado mínimo. No seu plano de governo oficial, há o compromisso explícito de "dar continuidade à reforma administrativa”.
Sabe o que isso pode significar em sua vida?
Significa ressuscitar a temida PEC 32 de 2020. Essa proposta, que já conta com o apoio histórico dos políticos de extrema direita, mexe diretamente no coração dos seus direitos constitucionais. A estabilidade, que hoje garante que você exerça suas funções com autonomia e sem medo de perseguições políticas, fica gravemente ameaçada. A proposta abre as portas para demissões sob pretexto de "falta da necessidade de determinadas funções" e facilita o desligamento de profissionais ainda no estágio probatório.
E se a Constituição for alterada e o presidente puder demitir as servidoras e servidores com apenas uma canetada!? Como ficaria a sua vida?
O caso Argentina
Você sabia que, nesta segunda-feira (19), o governo de Javier Milei anunciou o lançamento de um plano de “demissão voluntária” com a meta de eliminar mais 20 mil cargos públicos? O novo plano soma-se ao rastro de devastação social e trabalhista imposto pelo governo Milei desde dezembro de 2023, quando o presidente argentino tomou posse.
E você sabia que a coordenadora econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, a economista Daniella Marques, afirmou: "Vamos usar de inspiração no que foi feito pelo governo de Javier Milei, na Argentina." E disse mais: "O Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e redução de burocracia e impostos."
A ideia de se espelhar no governo argentino serve de alerta máximo para o futuro dos serviços essenciais no Brasil. Sob o pretexto de buscar uma "alocação eficiente dos recursos", o que a Casa Rosada promove é o enfraquecimento do Estado, retirando profissionais de áreas estratégicas e impondo um exílio de oito anos do serviço público a quem aderir.
Imagine construir uma carreira inteira, fazer planos para sua família e, de repente, ver a sua segurança desmoronar por uma alteração constitucional. Sem a proteção da Constituição de 1988, as carreiras do funcionalismo podem ser simplesmente extintas ou unificadas à força, jogando por terra anos de negociações e conquistas salariais legítimas.
O "tesouraço" não é um projeto com números em uma planilha. Caso seja colocado em prática, ele cortará a estabilidade de quem dedica a vida a atender a população. Mudar a Constituição para tirar o seu sossego não é modernizar, é retroceder.
Mudar para pior é andar para trás! Pense nisso!