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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
(81) 3131.6350 - sindsep@sindsep-pe.com.br
Publicado: 23/10/2026
Chegamos ao fim da nossa jornada de reflexões sobre o futuro do serviço público e da dignidade de cada uma das servidoras e servidores públicos brasileiros. Ao longo dos últimos dias, provocamos você a pensar no impensável: como seria a nossa vida se a Constituição Federal fosse rasgada ou desfigurada?
Vimos que o "tesouraço" nas carreiras, o fim da estabilidade, a ameaça de corte de até 25% nos salários e a terceirização desenfreada não são apenas boatos de corredor. São propostas reais, articuladas por forças políticas que enxergam os direitos dos trabalhadores como meros gastos a serem eliminados de uma planilha.
Nessa quinta-feira, o Dieese divulgou um estudo que mostra que a proposta de corte de investimentos de aproximadamente R$ 200 bilhões defendida pelo candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), poderá ser responsável pela perda de 2,2 milhões a 7,4 milhões de empregos no Brasil, irá reduzir a atividade econômica em 1,55% e provocará uma perda de R$ 68,7 bilhões no salário das trabalhadoras e trabalhadores em 2027.
O estudo estima uma queda de R$ 46,8 bilhões na arrecadação de impostos, Na simulação realizada pelo Dieese, 51% dos cortes atingiriam transferências de renda, incluindo Previdência Social, seguro-desemprego, abono salarial e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Outros 17% afetariam despesas com pessoal e 32% atingiriam outras áreas do orçamento público.
"Ou seja, viveríamos o caos econômico e social. Com os cortes em despesa com o pessoal, o funcionalismo público veria, mais uma vez, seu poder de comprar desabar como aconteceu no governo Jair Bolsonaro. Imagine você ter que vender o seu carro, perder plano de saúde, escola do filho entre outras coisas. Não podemos permitir que isso volte a acontecer!", comentou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.
Exagero? Você sabia que, na Argentina, servidoras e servidores públicos passaram a vender seus bens nas ruas, em leilões ou feiras! E qual o governo que inspira a equipe econômica de Flávio Bolsonaro? Isso mesmo! A Argentina!
Mas o futuro não está escrito em pedra. Ele depende diretamente da decisão que tomaremos nas urnas neste dia 25. Votar não é apenas escolher um nome na tela da urna eletrônica. É escolher que tipo de país nós queremos deixar para as próximas gerações.
Quando você digita o seu voto, você está decidindo se o Brasil vai continuar sendo uma nação que protege o seu povo através de serviços públicos fortes, ou se vai se curvar a uma lógica de desmonte que precariza a saúde, a educação e a segurança em nome de interesses privados e de outros países.
Por isso, esta é uma convocação urgente às servidoras e servidores pernambucanos. Precisamos votar de forma consciente e com a memória afiada. Defender o serviço público é, antes de tudo, defender a soberania nacional e a nossa democracia.
A história já nos provou que sem uma democracia forte, nenhum direito trabalhista sobrevive. Aqueles que atacam a estrutura do Estado e propõem mudar a Constituição ao bel-prazer estão, na verdade, tentando silenciar a voz de quem constrói este país todos os dias com suor e dedicação.
Neste domingo, dia 25 de outubro, leve com você para a cabine de votação a responsabilidade de proteger a sua carreira, a estabilidade da sua família e a previdência dos seus pais.
Chame seus familiares, amigas e amigos!
Escolha o candidato que tem um compromisso público e inegociável de respeitar a Constituição Federal, valorizar o funcionalismo e fortalecer as políticas públicas e a rede de proteção social.
O voto é a ferramenta mais poderosa que temos para dizer "não" ao retrocesso e "sim" à dignidade.
E lembre-se: se você não votou no primeiro turno, poderá votar agora no segundo sem nenhum prejuízo. A Justiça eleitoral permite.
Veja o seu local de votação AQUI
E vamos juntos, de cabeça erguida, votar por nós, pelos serviços públicos e pelo Brasil. O nosso futuro depende da nossa união!