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Os EUA arrastam o mundo para a terceira guerra mundial


Por mais que tentem adiar, promovendo um estado permanente de guerra, os Estados Unidos não conseguirão impedir o futuro

Publicado: 05/03/2026

Na sua sanha imperialista, o presidente Donald Trump e os Estados Unidos da América (EUA) arrastaram Israel (o seu boneco de ventríloquo) para mais uma guerra. Depois de dizimarem a faixa de gaza, ao promover o genocídio do povo palestino, os dois países agora se lançaram contra o Irã, matando líderes políticos, militares e civis, adultos e crianças, a troco de poder.

Na primeira ação já assassinaram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Isso quando os dois países estavam em plena negociação. A partir da primeira ação, os EUA e Israel passaram a promover diversos bombardeios no Irã. Enquanto isso, o país do Oriente Médio se defende, atacando as bases militares que os EUA instalaram em outros países da região - seus aliados, além de plataformas de petróleo e petroleiros.

O confronto é tão perigoso que o mundo já teme uma terceira guerra mundial. Todas as atenções estão voltadas para o conflito. Enquanto isso, o escândalo de pedofilia envolvendo Donald Trump é deixado de lado.

A política estadunidense de guerra permanente visa sobretudo salvar a sua economia, que encontra-se em franca decadência. Por isso, o projeto é dominar o maior número possível de países, destruir a resistência e roubar suas riquezas, enquanto sustenta o lucro da indústria armamentista. É uma política neofascista e neocolonialista, tanto dos EUA quanto de Israel. 

Mas os Estados Unidos não estão centrados apenas no Irã. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA realizaram intervenções militares, bombardeios ou tentativas de mudança de regime em dezenas de países. Estimativas indicam entre 60 a 80 intervenções diretas ou indiretas, com registros apontando que os EUA iniciaram 201 dos 248 conflitos armados entre 1945 e 2001.

Nenhuma dessas nações possuía armamento nuclear. As últimas vítimas foram a Palestina (usando, como sempre, Israel) e a Venezuela. O Canadá e a Groenlândia seguem sob ameaças, assim como a China e diversos outros países do mundo que estão desprotegidos simplesmente por não terem bombas nucleares.

Democracia ou pilhagem de riquezas?

A desculpa estadunidense é sempre a mesma: ajudar a libertar o povo de governos autoritários e implantar a democracia. Mas existe algo mais autoritário do que dizimar uma nação? Depois da guerra ganha, os EUA colocam no poder do país destruído um governo aliado e passam a explorar as suas riquezas. As empresas da superpotência bélica ajudam a reconstruir o país destruído e, assim como a indústria armamentista, lucram bilhões de dólares.  

Os Estados Unidos não levam democracia a lugar algum. Não querem o diálogo. Nem desejam a paz. Na verdade, querem impor o seu poder de mando e roubar as riquezas alheias, como bandidos que são. Querem sufocar as demais nações, seja por invasões ou embargos econômicos como acontece em Cuba desde 1959, quando aquele país se libertou das garras estadunidenses.  

A invasão ao Irã nada mais é que o desejo de subjugar a China, que se apresenta, hoje, como a maior potência econômica do mundo. Um país que cresce, se desenvolve, distribui riquezas, investe na qualidade de vida da sua população e ameaça a hegemonia ocidental. Ao invadir o Irã, os EUA desejam controlar o estreito de Hormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural e por onde passa a produção de petróleo e gás natural que abastece a China. Será que os EUA desejam que a China revide e inicie uma guerra mundial?

Mas a China tem outros planos. O país está crescendo economicamente e não deverá morder a isca dos EUA. A China possui a maior reserva do mundo em terras raras. O conjunto de elementos químicos indispensáveis à indústria tecnológica. E os EUA dependem deste recurso. Se não conseguirem impor uma negociação junto à China, nos moldes que querem, vão se voltar para o Brasil, que tem a segunda maior reserva mundial. E irão vir com toda a sanha colonial para cima do nosso país.        

O Sindsep-PE se une aos diversos sindicatos de trabalhadores ao redor do mundo para dizer não à guerra e defender a soberania dos diversos povos ao redor do mundo e do Irã! Não a dominação dos EUA sobre o planeta! Uma configuração geopolítica com múltiplos centros de poder econômico, político e militar, sem a dominância única de uma superpotência bélica, já está em formação. A nova ordem mundial é multipolar e por mais que tente adiar, promovendo um estado permanente de guerra, os Estados Unidos não conseguirão impedir o futuro.    



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