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Pandemia é mais grave agora do que quando país atingiu 100 mil mortos

08/01/2021



 

Após o país atingir a triste marca de mais de 200 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) afirma que a situação é mais grave hoje do que em agosto, quando o país havia perdido 100 mil vidas. A falta de coordenação por parte do governo federal, o fim do auxílio emergencial e a perda de cerca de 40 R$ bilhões em recursos para o SUS, em 2021, tornam o quadro ainda mais preocupante.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro continua atuando como um “sabotador” das estratégias de combate à disseminação da doença. Não incentiva o uso de máscaras, promove aglomerações e continua defendendo o uso de medicamentos sem eficácia comprovada.

“Ou seja, temos o agravamento da situação, o descontrole, e uma falta de ação do governo ainda maior do que existia no início ou quando se chegou a 100 mil vidas perdidas”, afirmou o presidente do CNS, Fernando Pigatto, em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta sexta-feira (8). Veja AQUI

Para ele, a maior parte das mortes poderia ter sido evitada. Ele citou estimativas do próprio ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. No início da pandemia, havia dito que se as medidas adequadas fossem adotadas, as mortes ficariam em torno de 40 mil. Por outro lado, se nada fosse feito, poderíamos passar de 180 mil óbitos. “Pois bem, passamos de 200 mil“, lamentou Pigatto.

Mais recursos

Em dezembro, o CNS e as organizações que compõem a Frente pela Vida entregaram ao Congresso Nacional a petição pública “O SUS merece mais em 2021”. O documento reivindica a continuidade do orçamento emergencial para a saúde e a revogação da Emenda Constitucional 95, também chamada de ‘teto de gastos públicos’. Pigatto afirma que, se o teto de gastos voltar a vigorar neste ano, o sistema público de saúde não terá condições de responder ao recrudescimento da pandemia. Além disso, a petição também pede a extensão do auxílio emergencial.

Às avessas

Pigatto também condenou os esforços tardios do governo federal na busca pela vacina. Ele disse que o Plano Nacional de Imunização só saiu após pressão da sociedade civil, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, ele classificou o plano como “improvisado”. Ele também criticou a possibilidade de clínicas privadas realizarem a venda de vacinas, antes da sua distribuição pelo SUS.

Outro exemplo das atitudes do atual governo, que promoveu o sucateamento do SUS, segundo o presidente do CNS, foi o decreto editado em outubro para facilitar a privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. Um dia depois, a medida foi revogada. Mas Bolsonaro disse que pretende voltar a esse tema.

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